Silêncio da Nação diante do caos chega a ser criminoso


A gravidade da situação política que o país vive neste momento não tem solução dentro dos marcos da Constituição de 88, já rasgada. Michel Temer não deu o golpe sozinho, está se lixando para o país e os brasileiros; recusa apelos para que renuncie, abrindo assim caminho para recorrente “acordão” que o país sempre adotou em momentos de crise aguda. Causa tristeza a tolerância da Nação para este governante e uma malta de parlamentares corruptos – num silêncio claramente criminoso.

Curioso estou para assistir a sessão da Câmara Federal, em agosto próximo, momento em que os deputados darão autorização para o Supremo Tribunal Federal processar Temer. Estarão embrulhados na bandeira nacional? Ao microfone pontificarão eles o amor à família e a Deus dizendo “Não” à abertura desse primeiro processo, por corrupção passiva?

Mas se Temer - o traidor e golpista, agora denunciado por ser destinatário de propina, conseguir votos suficientes para arquivar a denúncia, virá à segunda: por obstrução da justiça, depois uma terceira, por integrar organização criminosa. E ainda assim, mais uma vez, embrulhados na bandeira brasileira os deputados serão cínicos o suficiente para bradarem: Não! Aí sim nossa tragédia será completa!

Temer não disse, mas insinuou que o procurador-geral, Rodrigo Janot, é suposto corrupto, por conta do procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público Federal para prestar serviços ao corruptor Joesley Batista, no escritório Trench, Rossi & Watanabe Advogados, que negociou os termos de leniência do grupo JBS com a justiça brasileira – tal escritório teria na sua carteira empresas como Petrobras; e sua sede fica nos Estados Unidos, país que recebeu Joesley e seus negócios.

Não custa lembrar que, graças aos irmãos Batista e ao trabalho desse ex-procurador federal, os Estados Unidos agora são o maior fornecedor de proteína animal de mundo, como também está levando, de lambuja, o pré-sal depois de destruir a Odebrecht, que constrói o primeiro submarino nuclear da nossa Marinha.

A Nação historicamente teima em acreditar na decência do Congresso Nacional, em momentos de crise. A mídia nativa, a mesma que cavou esta cova profunda para enterrar a soberania nacional, a vontade popular expressa nas eleições livres de 2014 com pás de ódio e ressentimentos ao povo que soberanamente havia escolhido seu governo, é a mesma que agora se volta contra quem ela própria protegeu e colocou no Palácio do Planalto.

Esta mesma mídia agora clama e avaliza um entendimento político de “salvação nacional”, desde que as ditas reformas, da Previdência e trabalhista sejam aprovadas e empurradas goela abaixo do povo. Desde que o desmonte da soberania do país sucumba. Ela, parte do Judiciário e do empresariado, mal conseguem escamotear que estão mancomunados com forças externas, presentemente comprando terras, destruindo projetos de Defesa militar e se apoderando sem disparar um só tiro do pré-sal e de outras riquezas nacionais.

Estas mesmas forças, a exemplo da primeira greve geral, vão entender a segunda, do próximo dia 30 como uma “deixa” ideal, um momento oportuno para desatar sangria e atentarem contra a democracia – pois em estado de exceção praticamente o país está. É possível!

Por Trás do Blog
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