Temer governa esperando ser preso – se deposto!


A tragédia política que se abate sobre o Brasil assume dimensões surpreendentes: os poderes da República, antes tocando sob uma só partitura para o golpe que feriu de morte a democracia, agora estão em guerra aberta e Temer – o usurpador – ganha fôlego para tocar no Congresso as reformas cobradas pelo deus “mercado”, ao mesmo tempo em que foge da polícia, pois acusado de chefiar quadrilha.

Não serve de exemplo, mas serve de aprendizado, constatar que nenhum setor – econômico; institucional ou político – enxerga os interesses da Nação, enquanto assusta o silêncio dos quartéis, mesmo depois de chamado a intervir naquele gambito tabajara durante a greve geral. É como se não houvesse país a ser preservado; Nação a ser amada e respeitada.

Observemos como a crise saiu do enredo traçado, desde o momento em que o senador Aécio Neves e as poderosas forças que o apoiavam receberam o não das urnas. Foi o próprio candidato derrotado quem despoletou o golpe no TSE, lugar que agora serviu de autoflagelação e desmoralização do Judiciário, que nem de longe é melhor ou pior que o Legislativo.

Encurralado e interrogado pela Polícia, Temer, agonizante no Poder, precisa das reformas na mesma proporção que os parlamentares que os apoiam. Ainda não entregaram a mercadoria aos financiadores do golpe como o prometido.

A semana promete mudança de discurso das forças antidemocráticas que se reagruparão para sustentar o usurpador. O TSE o sustentou, deu-lhe sobrevida. Temer só cai por impeachment, um ritual longo e desgastante; ou poderá ser afastado por crime comum.

Informam que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “já tem elementos para fechar a primeira denúncia contra Michel Temer pelo crime de corrupção passiva; Temer será relacionado à mala com R$ 500 mil em propina, entregue pela JBS a seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, que está preso na Papuda; para Janot, há elementos suficientes para demonstrar que a propina, que seria paga semanalmente, durante 24 anos, tinha aval de Temer; se condenado, ele pode pegar de dois a 12 anos de prisão”, eis o país que restou do formato político que nasceu na Nona República e que chega ao fim.

Atentemos para encenações bem hollywoodianas.

A Abin espiona Fachin, ministro do STF; Temer e o general Sérgio Etchegoyen, o mesmo que recentemente bolou o decreto de intervenção militar, garantem que o Gabinete de Segurança não vigia ou bisbilhota o ministro. Por curioso, lembre-se que houve um desastre aéreo e que o antigo relator da lava Jato, Teori Zavascki, nele morreu ao lado da bailarina de Dança do Ventre e de um suspeito dono de hotel. Episódio ainda não foi esclarecido.

- Claro! Fachin não é comunista nem do MST, dizem meus botões.

Por outro lado, a presidente do STF, Carmem Lúcia, emite nota com “veemente condenação”. Óbvio ululante! Não podia ser diferente. Não custa lembrar o seu silêncio quando o juiz de Curitiba grampeou e vazou conversas da presidenta Dilma.

Indignação pouco convincente.

O PMDB segue impune e o PSDB fica no governo, ainda que rachado, ainda com Aécio preso. Talvez na esperança de que a prisão de Lula não demore, mesmo sem provas, pois elas, contra Lula, não importam.

Por Trás do Blog
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