A classe dominante não governa; o povo não quer o poder!


Dizia o velho anarquista. “O momento é revolucionário. Revolucionários, é que não existem mais! Motivos não faltam!” O empresariado segue apoiando o governo Temer na vã esperança da aprovação pelo Congresso das ditas reformas trabalhista e previdenciária. Os deputados e senadores esticam as votações para manter o apoio dos mesmos empresários. Resumo: a classe dominante não governa e o povo se queda paralisado, não quer o poder – e não há partidos ou líderes para inimaginável ruptura.

De costume histórico, um acordão se desenha. Luiz Inácio Lula da Silva tem sobrevivido a implacável perseguição, mas agora é chamado para um entendimento que segure o governo Temer até 2018, ou outro preposto do capital internacional que, com extrema eficiência e sem precisar aos métodos aplicados na Síria, Iraque e Líbia, promove o desmonte da economia nacional, enxovalha a soberania nacional e pasmem! Com aval até das forças armadas.

O corruptor-mor, dono da JBS, em entrevista de 12 páginas, disse com todas as letras que “Temer é chefe da ORCRIM e o mais perigoso de todos”. A entrevista, além de capciosa, não traz muita novidade do já foi dito pelo próprio delator e corruptor-mor da classe política. Mas se observa o hercúleo esforço dos entrevistadores e entrevistado em “esconder” personagens que estão no leme da economia de Pindorama, há décadas. Exemplo?

Esse Henrique Meirelles. Foi presidente do Banco Central do governo Lula; em seguida presidente do Conselho Administrativo da empresa corruptora, de propriedade dos irmãos Batista, e agora é ministro da Fazenda do golpe. Intocável, incensado. Jogou e joga dos dois lados. Ou melhor: dos três. Foi braço forte e conselheiro do corruptor, ao mesmo tempo amigo de Temer, agora investigado e que pode ser acusado de “corrupção passiva, formação de quadrilha e de obstruir a justiça”. O terceiro time desse ministro é o próprio PT.

Nesse vácuo político, Temer segue governando diante da terrível incapacidade da Nação de esboçar reação. As oposições esboçam uma tímida campanha por “Diretas, Já!” E não antecipação de eleições gerais. A pauta segue criminal, eleitoral, e passa ao largo da derrubada do governo. A luta é híbrida muitos concordam, desde que não atrapalhe a cerveja e o domingo no parque no final semana!

E a corrupção? A corrupção é um bom motivo, mas não chega a ser a razão. Agora ela serve como mote de palestras para que procuradores possam faturar além dos seus salários.

E não esperemos pelo Judiciário. Desde o início esteve no golpe parlamentar.

Se o momento é revolucionário, mas os revolucionários estão em falta, à tendência autofágica é o que resta. Ou a Servidão Voluntária!

Por Trás do Blog
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