Decisão de derrubar Dilma prenuncia volta do domínio do fato


Agora se percebe que a tomada de decisão de derrubar o governo Dilma antecedeu ao fajuto argumento que se cristalizou como “pedaladas fiscais”; a cortina ainda não se fechou, pois falta o juiz Moro condenar o ex-presidente Lula com os mesmo argumentos que Joaquim Barbosa e o STF condenaram Zé Dirceu: “domínio do fato”. A crise política abre o capítulo em que o cinismo vai predominar sobre a hipocrisia.

Mas, garimpando as informações de fontes jornalísticas de crédito, vêm à tona coisas do tipo: ministro-relator da Lava Jato muda de entendimento após revelação de que tem sua vida privada devassada pelo serviço secreto do estado; insinuações de que os sorteios para relatoria de processos no STF não são confiáveis; interpretações de leis para adaptá-las às circunstâncias, ainda que isso favoreça ao protagonismo político do Ministério Público e do Judiciário.

Uma profusão de contradições: reformulação de sentenças, manutenção de prisões provisórias, até que acusados resolvam delatar; relaxamento de prisões ou cassações de políticos como Aécio Neves, são receitas prontas da tese do senador Romero Jucá, também acusado de corrupção de que a “sangria precisa ser estancada num acordo com o Supremo com tudo”.

Ele não estava com bravata, e o presidente Temer, que chegou ao poder por força de um golpe, ainda que denunciado por corrupção assiste seus aliados a caminho da prisão por crimes comuns, se fortalece para assombro dos crédulos nas instituições.

A proximidade de ministros do Judiciário com réus reforça a velha ideia de que “é tudo a mesma sopa”.

Pouco importa se a economia encolheu; se milhões de brasileiros perderam seus empregos e outros milhares ainda vão perder e o País tenha voltado à sua pior condição de um “tigre banguela” sem soberania, e de “republiqueta de bananas” porque não tem como escamotear ou dourar a pílula de que Temer chegou ao poder por meio de uma conspiração, está denunciado por corrupção passiva e divide o poder com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que controla expressiva bancada no Congresso e que segue na prisão, sem ser mais incomodado porque já cumpriu seu papel de destituir a Dilma.

Sem perturbação, o braço externo do golpe (EUA), associado aos colaborares internos, festejam o desmantelamento da indústria naval e de defesa, a aquisição de extensas faixas de terras, o fechamento de setores pesados da construção civil, sem falar no controle do pré-sal sem a necessidade do uso da 4ª Frota ou dos Marines.

A colaboração e a interação entre os conspiradores e salteadores do País com o braço externo foi revelada na agenda de audiências com o chefe da CIA no Brasil, Duyane Norman, que já se mandou depois da sua identidade revelada.

Mas aí já é teoria da conspiração – e eu acredito nela!

Por Trás do Blog
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