Não há soro antiofídico para todos


Sinais indicam que Michel Temer vai ser deposto ostentando o título de único ocupante da Presidência denunciado por corrupção no exercício do cargo, depois de ter chegado ao poder por meio de um golpe parlamentar. A vida no serpentário é assim: todos provam do mesmo veneno, e não há soro antiofídico para todos.

Nesse todo, incluso partidos, entidades e instituições da República, mancomunadas num golpe parlamentar que ainda não terminou. Não terminou porque Temer, o conspirador agora traído por outros acusados e investigados como corruptos, não entregou as tais reformas exigidas pelo “deus” mercado, embora tenha destruído pilares da soberania nacional, inclusive de defesa, com a aniquilação de empresas de alta tecnologia, e de infraestrutura, uma parte do encomendado por forças externas.

Uma das facetas interessantes dessa tragédia-bufa da Nação, é que empresários, grandes e pequenos, “descobriram” que para prosperar nos negócios, o pagamento de propina a presidentes, governadores, prefeitos e parlamentares, pode não valer o esforço.

“A burra não aguenta”, diz o ditado popular.

Simplesmente, não aguentam, basta colocar no mesmo saco, se possível, o tal de Joesley Batista e esse de Bayeux. Deixaram o submundo dos negócios ilícitos com as “bênçãos”, inclusive, das instituições e da sociedade dita “honestíssima”.

Diverte assistir a troca de ameaças entre senadores que deram o golpe, igualmente delatados por gerentes pagadores de propinas de empresas que há décadas sustentam e alimentam o a democracia brasileira – indistintamente de cores partidárias.

A semana promete: aprovação da reforma trabalhista, que os trabalhadores condenam, mas não combatem; embora destinatários a pagar a conta perdendo seus empregos e direitos.

Cá, na Aldeia Filipéia de Nossa Senhora das Neves, as coisas seguem como se nada estivesse acontecendo. A política não sai do “disse-me-disse” entre os caciques – geralmente letras e personagens da mesma sopa, porque já estiveram juntos e misturados, mas dominam a arte do engodo e da farsa – que nós, paraibanos, aprovamos, gostamos e participamos.

Serpentário deixou de ser atração de circo. Agora é roteiro de telejornais.

Por Trás do Blog
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