Jornalismo de guerra só convence nação indulgente e que finge indignação

Eis uma manchete que demonstra como o jornalismo de guerra que se pratica no país só convence a uma Nação indulgente; cidadãos crédulos que fingem “indignação” diante do país que sempre fomos. Foi uma capa magistral do ponto de vista de como consolidar uma mentira em meio meias verdades. Desde os anos 1950 que este tipo de manipulação da notícia é usada pelos barões Marinho – não seria num momento com este que a verdade iria ou vai prevalecer.

A vida ensina que nada que alguém diz antes do “mas” realmente conta. De tal sorte o argumento moral no Brasil de hoje vem depois do “mas” porque virou “pós-verdade”, não importa se antes vem o direito, a presunção de inocência ou mesmo a verdade factual.

Alguém acredita mesmo na indignação popular diante da corrupção e das imagens das malas de dinheiro atribuídas ao ex-ministro Geddel Vieira, que até bem pouco tempo era festejado nas ruas?

Impressiona como a demonização daquilo que nos contradiz cresce, porque ninguém, nem a Nação - que perde a cada dia seu protagonismo, vai reagir porque ela mesma não está indignada com nada – sabemos agora que somos o que somos. A indignação é fajuta, repetindo.

Ninguém vai às ruas só para dizer não, sem que haja a possibilidade de mudanças, que necessariamente não passe por eleições diretas em 2018. O voto, em 2018, será a consagração do engodo. O golpe engendrado em 2013, viabilizado em 2016 e consagrado agora com a consolidação dos vencedores, que seguem no governo de lesa-pátria, impunes e lastreados pelas instituições de estado e em estado comatoso.

O ex-presidente Luís Inácio Lula, teria amplas condições de voltar a ser o timoneiro para o enfrentamento da onda fascista que toma conta do país, mas vai acabar perdendo esta condição exatamente pelo seu discurso defensivo, evasivo e conciliador.

O ex-presidente Lula afirmou recentemente, a interlocutores que manterá sua agenda de viagens pelo País, a despeito do depoimento do ex-ministro Antonio Palocci, no qual acusou Lula de ter feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht.

Uma bela frase de efeito para quem está preso e que é capaz de qualquer coisa em troca de facilidades.

“Obter benefício é minha vontade”, disse o ex-ministro, certamente numa mensagem cifrada de como “na tortura toda carne se trai”, cuja letra de Zé Ramalho é forte e explícita.

O depoimento de Palocci fala antes de tudo dele mesmo, preso para delatar: um traidor. A sua traição não significa que os fatos que narra sejam verdadeiros, ele é traidor porque, para salvar-se vale qualquer coisa. E a salvação justifica tudo. É o sonho de milhões desde os evangelistas.

De outro lado, a ministra do Supremo Tribunal veio até a boca de cena para recitar um inverossímil monólogo. “Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes”. Para logo em seguida determinar uma investigação, que todos sabem como terminará.

E Lula não é um credo, mas o anti-lulismo sim. O ex-presidente virou refém do Judiciário, o mesmo que precisa jurar “honorabilidade”. Então, tá.

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