Sem teoria da conspiração: arquivos da CIA mostram Hitler na América Latina em 1955

Matéria veiculada pela Sputnik Brasil dá destaque à documentos da CIA revelados recentemente que mostram o livre trânsito, na década de 1950, do chanceler Adolfo Hitler pela América Latina, mai

s especificamente na Colômbia, país que abrigava destacada colônia germânica, a exemplo da Argentina. Os arquivos da CIA tornados públicos mostram que, em 1955, um informante se gabou de se encontrar com Adolf Hitler na Colômbia e forneceu fotos dele com o Fuhrer - mais de 10 anos após o suicídio do Fuhrer – este ocorrido segundo a versão oficial.

Os arquivos descriminados mostram que, em 1955, o chefe da Divisão do Hemisfério Ocidental (WHD, na sigla em inglês) da CIA recebeu um memorando secreto, com uma linha de assunto que sem dúvida o fazia saltar da cadeira e vomitar qualquer líquido na boca na sala — "Operacional: Adolf Hitler".

Como o título chocante implica, o chefe da estação de atuação na Venezuela afirmou ter recebido uma dica válida por uma vida toda de um de seus contatos — uma década após sua aparente morte por suicídio no Fuhrerbunker, Hitler estava de fato muito vivo e vivendo na Argentina.

Na Colômbia - Em resumo, um dos informantes do chefe da estação de ação, CIMELODY, foi contatado por um amigo confiável, o ex-soldado SS Phillip Citroën, que afirmou estar em contato com Hitler — disfarçado sob o pseudônimo Adolph Schuttlemayer — cerca de uma vez por mês na Colômbia, enquanto esteve em viagem vindo de Maracaibo como funcionário da Royal Dutch Shipping Company.

Citroën indicou a CIMELODY que ele mesmo tirou uma foto com o Fuhrer, e um clipe com fotos granulado está incluído no memorando.

Ele também afirmou que Hitler deixou a Colômbia em direção à Argentina em torno de janeiro de 1955 e acrescentou que, como dez anos se passaram desde o final da Segunda Guerra Mundial, os Aliados não poderiam mais processar Hitler como um criminoso de guerra, sugerindo erroneamente o estatuto de limitações da guerra no qual os crimes são bastante breves.

A mensagem concluiu que nem a CIMELODY nem a própria estação da CIA estavam em condições de fornecer uma avaliação inteligente das informações incluídas no memorando, mas estava sendo encaminhado "de um possível interesse".

O chefe do WHD seguiu o memorando ao revisar os arquivos da agência que encontrou um ano antes. Na verdade, houve um relatório que não só faz a mesma reivindicação sobre Hitler não ter morrido, mas que também sugere que havia uma colônia inteira de nazistas na América do Sul — novamente relatado por Citroën.

"Phillip Citroën disse a um ex-membro desta base que, enquanto trabalhava para uma empresa ferroviária na Colômbia, conheceu um indivíduo que se parecia forte e afirmou ser Adolf Hitler. Citroën afirmou ter encontrado o indivíduo em um lugar chamado Residencias Coloniales em Tunja, na Colômbia, que é, segundo a fonte, excessivamente povoada com antigos nazistas, seguindo este suposto Adolf Hitler com uma idolatria do passado nazista, dirigindo-se a ele como 'der Fuhrer' e oferecendo-lhe a saudação nazi e o soldado de tempestade adulação!", disse o memorando.

Descartando o assunto - Poucos dias depois, o chefe da estação escreveu novamente ao chefe do WHD, perguntando se eles desejavam fazer mais investigações sobre o potencialmente existente Hitler ou não.

"Se a sede desejar, a Estação de Bogotá pode fazer uma indagação sobre 'Adolph Schuttlemayer' em Tonga, na Colômbia", disse o memorando. Uma semana depois, o chefe do WHD respondeu ambivalentemente.

Embora não tenha tido objeções a realizar investigações adicionais sobre o assunto, ele sentiu "esforços enormes poderiam ser gastos nesta matéria" sem a possibilidade de estabelecer nada concreto. Como resultado, ele sugeriu que o assunto fosse descartado.

Fonte Sputnik Brasil

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