PGR denuncia Temer por organização criminosa e diz que golpe foi para abafar Lava Jato

Ao apagar as luzes da sua gestão o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) segunda denúncia contra Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa; de acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões. Na primeira denúncia contra Temer ao STF, e recusada pela Câmara Federal, a acusação foi de corrupção passiva.

A denúncia causa apreensão, mas não abala na base de sustentação de Temer, que chegou à Presidência através de um golpe parlamentar, em 2016. Em meio à crise institucional que o País está mergulhado, o peso jurídico da denúncia, necessariamente não corresponde ao peso político, uma vez que a maioria dos deputados está comprometida com o golpe dado por Temer e que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousssef.

Causa estranheza à mídia internacional um detalhe: quem está citado na denúncia, simplesmente segue no comando da governança.

A exemplo de seus principais auxiliares: Eliseu Padilha, Moreira Franco, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures.

A denúncia também alcança o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o diretor de relações institucionais da holding, Ricardo Saud, também foram denunciados. Joesley, que foi preso antes mesmo da segunda denúncia, tendo sido ele o delator que fundamentou a primeira denúncia.

Após ser denunciado por organização criminosa e obstrução da justiça, Temer reagiu. Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o peemedebista diz que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, está em uma "marcha irresponsável".

“A segunda denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de com conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro”, diz a nota da Presidência.

Razões para o golpe

Ao denunciar Michel Temer por obstrução judicial e organização criminosa, o procurador-geral Rodrigo Janot fez uma consideração importante, e que a mídia nativa não deu importância: o golpe de 2016 teve como finalidade estancar a sangria da Lava Jato, como foi proposto pelo senador Romero Jucá, em gravações telefônicas interceptadas.

Está na denúncia:“a crise dentro do núcleo político da organização criminosa aumentava à medida que a Operação Lava Jato avançava, desvendando novos nichos de atuação do grupo criminoso. Nesse cenário, os articuladores do PMDB do Senado Federal, em especial o Senador Romero Jucá, iniciaram uma série de tratativas para impedir que a Operação Lava Jato continuasse a avançar. Como não lograram êxito em suas tratativas, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff”.

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