General ameaça com golpe militar; comandante do Exército rechaça

Em evento da Loja Maçônica, de Brasília, o general de Exército, Antônio Hamilton Mourão, na sexta-feira, 15 de setembro, que seus “companheiros do Alto Comando do Exército” entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político” que o País atravessa, e que a cúpula do Exército “tem planejamentos muito bem feitos”, sem apresentar detalhes.

“Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse o militar. O general não mencionou os nomes dos chamados “elementos envolvidos em todos os ilícitos.

Até o presente, se sabe que o próprio presidente da República, Michel Temer, que chegou ao poder através de um golpe parlamentar, está sendo denunciado por associação criminosa, corrupção passiva e obstrução da justiça. O líder do PSDB, partido segundo colocado nas eleições de 2014, senador Aécio neves, tem pedido de prisão tramitando Há três meses no STF, exatamente por envolvimento em casos de corrupção. Vários ministros do PMDB, também figuram como protagonistas em caos de corrupção.

O general Mourão afirmou ainda: “Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas”. Segundo ele, o Exército teria “planejamentos muito bem feitos” sobre o assunto, mas não os detalhou.

General já foi punido por Dilma

Mourão é natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972. O general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff.

Apenas a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, reagiu às declarações do general. Em nota, conclama “ as forças democráticas do País a repelir, com veemência, a gravíssima manifestação" do general do Exército Hamilton Mourão, que afirmou num evento promovido pela maçonaria que as Forças Armadas podem fazer uma intervenção militar "se o Judiciário não resolver essa questão política".

Segundo a nota, "ao pregar publicamente uma intervenção das Forças Armadas sobre as instituições da República, um novo golpe militar, este oficial não só desrespeita os regulamentos disciplinares, mas fere frontalmente a Constituição e ameaça seriamente a Democracia", diz Gleisi.

Comandante do Exército rechaça ameaça de golpe

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi enfático e disse que "não há qualquer possibilidade" de intervenção militar.

"Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes", afirmou Villas Bôas, acrescentando que a Força defende "a manutenção da democracia, a preservação da Constituição, além da proteção das instituições".

Villas Bôas disse que "internamente já foi conversado e o problema está superado", o comandante do Exército insistiu que qualquer emprego de Forças Armadas será por iniciativa de um dos Poderes.

No sábado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, conversou com o comandante do Exército, que telefonou para o general Mourão para saber o que havia ocorrido. O general, então, explicou o contexto das declarações.

Fonte De outros sites

Correio Brazilense

Tags:

Por Trás do Blog
Leitura Recomendada
Procurar por Tags
Siga "PELO MUNDO"
  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Google+ Basic Black