Donald Trump usa a ONU para ameaças de destruição e intervenções em países livres

Em silêncio, sem reação e até mesmo com anuência, a maioria dos países presentes à sessão de abertura da ONU, assistiu ao presidente dos Estados Unidos - a maior potência nuclear e primeira economia global, prometer “destruir totalmente a Coreia do Norte”. Com anuência do atual governo brasileiro, o presidente Donald Trump, feito um Benito Mussolini de cabeleira e trejeitos, foi mais além, ratificando ameaças feitas antes de “intervir” na Venezuela e aniquilar o Irão.

Na sua posse como presidente dos EUA, Trump já havia deixado claro a postura a ser adotada pelos EUA – que sempre foi - “a América em primeiro lugar”. O Mussolini da Casa Branca parece não ter outra agenda. Ele faz ameaças recorrentes a Cuba, promete intervir na Venezuela, rompe unilateralmente acordo com o Irão; ao mesmo tempo em que ameaça o povo persa com o mesmo furor em que insulta as nações islâmicas.

Trump impõe sanções econômicas à Rússia e sinaliza guerra comercial com a China, com a mesma desenvoltura com que despreza aliados dos Estados Unidos na Europa. Internamente é dado como senil por setores esclarecidos da América, mas segue estimulando movimentos segregacionistas, endossando discursos e campanhas xenófobas ao tempo em que enfrenta a possibilidade de um impeachment.

Todas as cartas sinalizam e são colocadas em consonância com declarações feitas no passado pela secretária de Estado, Hilary Clinton, de que os “Estados Unidos” acumula capacidade econômica, militar e social, para guerrear em várias frentes. O que a senhora Clinton disse durante o governo de Barak Hussein Obama, a era Trump está tirando do papel: o governo dos EUA não se importa em levar o holocausto nuclear a qualquer parte do globo, ao menor sinal de contestação à sua hegemonia.

O rato que ruge

O certo mesmo é que a República Democrática da Coreia é como o “rato que ruge” militarmente diante dos EUA. Mas “ruge” porque precisa ter e demonstrar capacidade de defesa – não é um tigre banguela. Até porque o busílis da questão é a crescente hegemonia econômica da China.

Ao despachar porta-aviões, bombardeiros, navios e submarinos nucleares para a península coreana, os Estados Unidos querem simplesmente possibilitar um bloqueio naval a China e levar a guerra até o Norte da Coreia, que nada mais é que o quintal de Pequim. Ainda que uma guerra naquela parte do globo signifique sacrificar o Japão – que é como um elefante naqueles mares (alvo fácil), e causar a morte de milhares de sul-coreanos e também soldados norte-americanos estacionados ao Sul e na ilha de Guam.

Os governos do Japão e sul-coreano já desconfiam diante da real possibilidade de serem abandonados pelos Estados Unidos, que vai preferir proteger São Francisco diante da possibilidade de chuvas de misseis balísticos intercontinentais com o ogivas nucleares cruzando os oceanos.

Se essa nova fase da guerra na Coreia não prosperar para a indústria bélica norte-americana, está evidente que o alvo passa a ser o Irão, pois assim atende as ordens e os desejos do estado sionista, há décadas estimulando e esperando para estender a agressão militar ao Irão.

Os persas, todos sabem, estão na Síria, onde ajudaram o governo sírio a derrotar o Estado Islâmico e a Al Qaeda, entidades financiadas e apoiadas pelos Estados Unidos.

Para encerrar. Trump quando anda, discursa ou fala não encarna Benito Mussolini, tanto fisicamente como ideologicamente?