Brasil prepara entrega da base de Alcântara aos EUA; marines chegam em novembro

Enquanto a mídia nativa pauta os brasileiros com encenações inúteis de militares no suposto combate ao tráfico de drogas em favelas do Rio, a agenda do golpe que derrubou a presidente Dilma Roussef e instalou no poder um presidente duplamente denunciado por corrupção e associação criminosa avança, com os arquitetos da patranha leiloando ativos estratégicos. Escondida num rodapé dos jornalões a notícia que consagra o golpe, viola a soberania nacional e leva o país à capitulação diante dos Estados Unidos, patrocinador do golpe, saiu esta semana.

Após mais de 15 anos de negociações, Brasil e Estados Unidos podem firmar novo acordo para utilização da Base de Alcântara, no Maranhão, para lançamento de satélites americanos. O Brasil enviou proposta nesse sentido há cerca de dois meses, e o documento está em análise nos EUA.

Este acordo se arrasta desde o governo FHC, mas foi barrado por ação de parlamentares nacionalistas, a exemplo do ex-ministro Waldir Pires. Pelo texto da era FHC, a base seria cedida no modo enclave. Nenhum brasileiro, nem mesmo militares das forças armadas, poderiam ter acesso à base, não poderiam inspecionar contêineres desembarcados por navios norte-americanos.

Pelo acordo atual, militares poderão entrar na Base de Alcântara – se convidados – poderão assistir lançamentos de foguetes com cargas voltadas para assuntos meteorológicos, mas não poderão chegar perto, se os foguetes levaram satélites.

Base foi destruída por uma explosão que matou cientistas e técnicos espaciais brasileiros.

Lembrando que em agosto de 2003, uma explosão destruiu a base de Alcântara, tornando-se o “acidente” mais grave do Programa Espacial brasileiro

Três dias antes do lançamento, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) passava por ajustes finais da Torre Móvel de Integração , quando uma “ ignição prematura de um dos motores resultou na explosão do protótipo de 21 metros de altura e na morte de 21 tecnologistas do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)”.

A causa apontada pelo relatório final de investigação, concluído pelo Comando da Aeronáutica em fevereiro de 2004, foi um ‘acionamento intempestivo’ provocado por uma pequena peça que ligava o motor. E o caso foi encerrado.

Mosaico de complexo de vira-latas

A entrega de Alcântara aos norte-americanos acontece na semana em que um general da ativa revela que o Exército tem preparativos para uma intervenção militar em face à crise que o país está mergulhado.

A ameaça, feita numa Loja Maçônica de Brasília, o general Antônio Mourão, que já fora punido durante o governo Dilma, defendeu abertamente a privatização de empresas estratégicas, a venda de terras nacionais para estrangeiros e ainda bateu duro na formação cultural do brasileiro.

Na sua palestra, ele afirmou que o Brasil herdou dos índios a "indolência", dos negros a "magia" e dos ibéricos a "cultura do privilégio".

Em novembro próximo, as forças armadas do Brasil, Colômbia e Peru realizam exercícios militares na Amazônia. Oitocentos militares norte-americanos também vão participar como “observadores”, a convite do Exército brasileiro.

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