Opinião: no caos, o País abraça o holocausto ou o seu Mourão - como queiram

Se serve de conforto, interessante mesmo é que quase nada no Brasil está dando certo, a Nação não sabe o que quer, à exceção das famílias que controlam a mídia nativa, e o Pentágono norte-americano com sua longa manus no Brasil – o Judiciário e a entourge que os cerca: a autofagia que leva à bancarrota do País, levando-o de volta à condição de republiqueta. De fato, colocaram no comando na Nação políticos comprovadamente corruptos, mas cumpridores da missão a eles reservada: desmontar o País.

Na condição de aprendiz de feiticeiro e mestre do teatro paraibano, lá pelos idos das décadas de 1970/80, o teatrólogo Fernando Teixeira, ensinava seus discípulos que antes do espetáculo subir ao palco, o elenco precisava definir a vontade e a contravontade de todos os personagens – e achar um verbo de ação. Dos ensinamentos do mestre para a quadra que vivemos hoje, observamos que desde 2013, brasileiros se estapeiam todos os dias e por qualquer razão, ou sem. Prenúncio do caos.

É à vontade, o desejo autofágico do País em ver jorrar o sangue na calçada; talvez já estejamos nesse caminho inexorável, se olharmos um passado de falsas revoluções e arranjos ou pactos sociais fracassados. O País segue impulsionado pela percepção do fracasso que o levará ao caos e à espera que nosso Minotauro, ressentido, assumindo o ódio de classe sempre escamoteado, tal qual o sentimento escravocrata que transformou milhões em néscios com sangue nos lábios.

O roteiro dessa tragédia, como diria Fernando Teixeira, cada ato encerra o determinismo dos deuses em expor tudo à prova para depois condenar num julgamento de cartas marcadas. Na política, por exemplo, as coisas começam a se encaixar. Por longos anos a mídia nativa apresentou à sociedade a percepção de criminalizar a política; após criminaliza-la, politizaram o Judiciário, que nos dias atuais toma partido. Ou vocês duvidam que juízes e procuradores governam o País?

A possibilidade de uma eventual candidatura avulsa à presidente da República, por exemplo, abre espaços para salvadores da Pátria, a exemplo de juízes, procuradores, personalidades do show Business, desde que encarne o espírito de cruzada e o le motif dos justiceiros, “Cavaleiros Templários” de araque, ainda que em nome de Cristo, da moralidade; não importa como vencer o inimigo, desde que isto signifique a sua destruição e aniquilação física por qualquer meio, e o caso mais emblemático é esse do reitor Luiz carlos Cancellie.

As forças democráticas simplesmente não sabem o que fazer para barrar o fascismo que avança pelos braços do estado policial em curso.

Líderes – poucos – com capacidade de liderar uma reação se sentem encurralados, e ainda que criminalizados, discursam para as paredes brandindo conciliação, enquanto o País abraça seu holocausto e ou seu Mourão preferido. Como quiserem.

Por Trás do Blog
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