Ao tentar salvar e ser morta em creche, professora é heroína nacional de verdade!

Amanhã, é o dia dedicado às Crianças, como se elas, as crianças, não merecessem a atenção sincera de da sociedade todos os dias. Para reverenciá-las, o país precisa homenagear uma pessoa adulta: escrevo sobre a professora mineira Hellei de Abreu Silva Batista, morta na tragédia de Janaúba, Minas Gerais. No final de setembro, um vigia de uma creche ateou fogo no educandário, o Centro Educacional Gente Inocente, matando dez criança, incluindo a professora Hellei, que não teve dúvidas na hora do ato; entrou em luta corporal com o vigia Damião Soares, evitando que ele, propositadamente, ampliasse o fogo na escola.

A professora morreu com 90% do corpo queimado. O delegado encarregado do caso, disse que o vigia “ateou fogo na creche de caso pensado, para chamar a atenção, referindo-se ao vigia como mais um canalha nacional”.

Se há sinceridade por parte da sociedade civil no discurso fácil de defesa das crianças desse país, se obrigatório homenagear a professora, porque o país vive momento de esquizofrenia coletiva, de parvoíce social. Um momento de muitas mentiras e hipocrisias.

Gente que propaga a instauração da censura às artes em museus, mas que na vida real troca pornografia nas redes sociais, Deputadas, gente fina da sociedade, governos, muitos falam em defesa e em proteção das crianças – e legião de parvos que se torna maioria no país se comove com os discursos hipócritas, mas ignora o feito da professora mineira.

A professora Hellei provou que não era uma dessas propagadoras de defesa das nossas criancinhas – ela se imolou por elas, não fugiu pedindo socorro para depois dar entrevistas. Ela não só provou o amor pelas crianças, mas morreu por elas.

Percebam que agora muitos se apresentam como defensores das crianças, o ilegítimo inquilino do Palácio do Planalto, sequer apareceu por lá, preferiu decretar Hellei como uma heroína nacional; a mídia nativa, desde o início tem minimizado a tragédia da creche de Minas, ela mesma protagonista e geradora do caos.

Lembro que em abril de 2011, um homem de 23 anos entrou em uma escola municipal na Zona Oeste do Rio de Janeiro, atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. Ele matou 11 crianças, dez meninas e um menino com idades entre 9 e 11 anos, 13 ficaram feridas; 11 crianças morreram (10 meninas e 1 menino) e 13 ficaram feridas.

O caos se instaurou no Páis.

A professora Hellei Vive!

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