“Transnacionais ficaram felizes com meu processo”, diz pai do programa nucelar da Marinha

O almirante Othon Luiz Pinheiro, principal arquiteto do programa nucelar do Brasil e do submarino nuclear em construção pela Marinha e pela Odebrecht, foi condenado pela Operação Lava Jato, está em liberdade condicional, e esta semana concedeu entrevista à revista Carta Capital. Nela, o almirante pode afirmar sua inocência e apontar brasileiros que ele considera como “transnacionais” interessados na sua prisão e desmoralização, além de colaborarem com o enfraquecimento da Defesa Nacional, em função dos países integrantes dos Brics”, organismo da qual o Brasil era um dos principais protagonistas – incluindo Rússia, China e Índia - e que se afastou depois do golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef.

Em sua primeira entrevista após a Lava Jato, o almirante falou à Carta Capital e reafirmou que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos de prisão pelos supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa nas obras de construção da usina nuclear de Angra 3.

Segundo ele, sua condenação interessa sobretudo "ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS. Os brasileiros transnacionais, muito provavelmente, ficaram satisfeitos com o meu processo e a minha saída do cenário".

Ainda segundo o almirante Othon, os "brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos. Não dão importância aos grandes problemas e desafios nacionais, não se preocupam em resolvê-los e, às vezes, em proveito próprio, não se importam em agravá- los. Minha condenação interessa ao sistema internacional contrário aos BRICS", afirma.

“Responsável por uma das mais bem sucedidas experiências mundiais "na viabilização, com tecnologia nacional, do enriquecimento isotópico de urânio e de todas as demais etapas do ciclo do combustível nuclear" e no desenvolvimento e instalação nuclear para submarinos, incluindo a fabricação, no Brasil, de todos os equipamentos e componentes necessários" Othon também gerenciou "a definição do mais moderno programa de construção de centrais nucleares e armazenamento de rejeitos".

"Esse programa provocou grande impacto no cenário internacional. Uma evidência disso é o fato de eu ter recebido, em um mesmo dia, na sede da Eletronuclear, as visitas do subsecretário de Energia dos Estados Unidos e do ex-primeiro-ministro da Rússia e presidente da empresa estatal de energia atômica Rosatom, Sergey Kiriyenko",destacou.

Almirante, considerado herói nacional, foi humilhado pela Lava jato

A prisão e condenação do almirante Othon, o homem que colocou o Brasil entre os poucos países que dominam a tecnologia nuclear foi assunto polêmico no meio político. Físico nuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 77 anos foi condenado a 43 anos de prisão, em agosto de 2015, pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da operação Lava Jato.

Sua prisão foi revogada recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que concedeu habeas corpus. Ele está passando por um tratamento de câncer de pele, segundo seu advogado Fernando Fernandes, “a soltura é um ato de justiça e humanidade”, declarou na oportunidade.

Fonte Carta Capital

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