Em São Paulo, filósofa judia, Judith Butler, volta a ser agredida por ativista de facção fascista

Após uma semana em São Paulo, onde realizou palestra sobre conflitos na Palestina, especialmente em torno da ação dos sionistas na região, e de ser hostilizada por manifestantes fascistas, a filósofa judia norte-americana Judith Butler, de 61 anos, voltou a ser agredida na sexta-feira, 10, no Aeroporto de Congonhas, quando se preparava para embarcar para o Rio de janeiro. A agressora foi identificada como Celene de Carvalho, ativista de direita, e que participou dos protestos contra Judith Butler, no Sesc-Pompeia.

Segundo relatos de testemunhas, a escritora estava na área de check-in do Aeroporto de Congonhas, quando foi perseguida por uma mulher que segurava um cartaz com uma foto sua desfigurada e gritava repetidos xingamentos. Além de sofrer a agressão verbal, Judith também foi empurrada com o cartaz, feito de madeira e cartolina. Uma queixa foi registrada na delegacia de polícia do aeroporto, com testemunho de pessoas que socorreram a pensadora e criadora da teoria Queer.

Em São Paulo Judith Butler participou como palestrante do seminário Os Fins da Democracia. Na oportunidade, enfrentou manifestantes que gritavam “Queima, Bruxa!”, enquanto ateavam fogo a um boneco que representava a própria pensadora.

Mesmo sendo judia, sua palestra foi focada na questão palestina e sua crítica ao sionismo, corrente do judaísmo considerada diretamente responsável pelo clima de guerra permanente aos palestinos e ao mundo islâmico.

A figura de Butler nos meios acadêmicos é mais associada ao campo de estudo da identidade de gênero e à teoria queer. Seu livro “Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade”, de 1990, é um dos títulos mais importantes da teoria feminista contemporânea. Para Butler, a identidade de gênero é um tipo de performance, culturalmente construída, múltipla e passível de mudanças: não é binária (dividida nas categorias homem e mulher) ou linear.

A agressora identificada em São Paulo é Celene de Carvalho e não é novata no assunto. Ele é empresária do ramo de hotelaria no estado do Espírito Santo, e ganhou projeção como ativista de movimentos fascistas.

Filósofa Judith Butler, também se destaca por suas críticas ao sionismo e tem sido agredida por ativistas fascistas

Fonte Da Redação

De outros sites

Por Trás do Blog
Leitura Recomendada
Procurar por Tags
Siga "PELO MUNDO"
  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Google+ Basic Black