Novo normal no Brasil tornou o cinismo numa virtude; “ó néscios, tardos de coração”, disse o Senhor

O novo normal no Brasil tornou o cinismo numa virtude com explicação “científica” para tudo, até para a felicidade. Esta semana, Maria Tereza Maldonado, Mestre em psicologia e autora de 40 livros, numa entrevista que viralizou na internet disse que é absolutamente possível uma pessoa ser feliz em situação adversa, como por exemplo, estando desempregado(a) e com boletos a pagar.

Maria Tereza ainda cometeu incrível conceito de felicidade geral, disse que “prestígio profissional não traz felicidade, nem status e, muito menos dinheiro. Disse: “construir bons relacionamentos e descobrir o sentido da própria vida são fatores fundamentais pata a felicidade duradoura”. O que isso quer dizer, eu não sei, mas a Mestre em psicologia foi destaque na mídia nativa porque sua declaração tem um contexto: no novo normal do Brasil.

Disse o Senhor Jesus. “Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! (Lucas 24.25). Se lembro bem, esta citação de Cristo a dois discípulos é traduzida como “loucos”. Certamente a psicóloga Maria Tereza ache que “tá todo mundo doido, oba!”. Talvez o Brasil tenha virado um sanatório geral.

Tudo que é insólito, bizarro, está sendo aceito, digerido e viral na internet porque não se pode esperar que as redes sociais sirvam para conscientizar, propagar novas ideias ou mobilizar a juventude para enfrentar as adversidades do presente; certamente, como afirmou a psicóloga, “é absolutamente possível ser feliz em situação adversa”. E as redes sociais, no Brasil, funcionam apenas para congraçamento das amizades e familiares – não como instrumento de transformação. Dito isto, tomara que eu esteja enganado.

Situações como trabalho escravo, uma realidade no Brasil entre os séculos XVI e XIX aplicadas às nações capturadas na África, neste século XXI está sendo aceita com muita naturalidade e aplicada a todos os trabalhadores, independentemente de serem negros, pardos ou brancos. As conquistas sociais nas relações de trabalho, obtidas entre os anos 1950 e 2014, são consideradas obsoletas, absurdas, privilégios até.

No novo normal vigente no Brasil, réus podem escolher seus juízes; um governo eleito e legítimo pode ser deposto sem ter cometido crime, e no seu lugar instalado um governo em que seus ministros são acusados de crimes com provas e que o próprio governante é acusado de integrar uma organização criminosa e nada acontece, porque pra isso mesmo o golpe parlamentar foi feito.

Sob o novo normal da Nação, a TV Globo segue destruindo reputações e causando sensacionalismo com denúncias de casos de corrupção, pagamento de propina para se obter vantagens ou exclusividade, lavagem de dinheiro, são merecedores de linchamentos em praça a pública; desde que não seja a própria TV Globo a acusada de pagar propina por exclusividade em transmissões esportivas.

Neste novo normal, tal como um efeito manada, multidões vão às ruas pedindo a instalação de uma ditadura militar, de preferência a mais feroz possível porque democracia é um lixo. Tem gente que defende entregar o galinheiro à raposa como algo natural, recomendado até, mesmo essa gente sabendo que para ela está reservado o papel da galinha.

No novo normal brasileiro, moralistas sem moral também podem destruir reputações, propagar ressentimentos, promover campanhas de ódio, participar de linchamentos, bastando para isso citar passagens dos Evangelhos, falar em nome de Deus, se apresentar como cidadão do bem e de bem e serem, inclusive, aplaudidos.

Por Trás do Blog
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