Que bom - o sistema eclipsou; qual pensamento triunfará em 2018 o democrático ou o fascista?

No meteórico ano de 2017 deu pra perceber que nós, brasileiros, não tivemos como reagir ou o que fazer diante do discurso cínico que predomina a cena política e social do País. Quanto tempo vai durar esse momento que estamos vivendo?

Para romper esse ciclo vai ser preciso correr sangue na calçada, ou o melhor caminho é uma saída conciliatória, ainda que prejudique muito mais aqueles que já foram sacrificados, a exemplo dos trabalhadores apeados de suas conquistas sociais; artistas cerceados, os democratas diariamente intimidados ameaçados num estado que é de exceção e que fingimos todos não ser?

Neurotizados constroem castelos; psicóticos moram neles e o senatório paga o condomínio

Que fazer diante de uma juventude neurotizada; levando-se em conta a pesquisa do IBGE que aponta que há 11,6 milhões de jovens entre 16 e 29 anos que não estudam e nem trabalham?

Bem, se uma juventude desempregada e sem banco escolar, sem perspectiva de transformação e ainda por cima neurótica e que constrói seus castelos no ar diante de seus smartfones, o psicótico mora neles e o sanatório geral cobra o condomínio.

Que fazer com um modelo de ensino pra rico e escolas pra pobres? Pior: que fazer diante de um sistema de saúde de duplo padrão, para ricos e pobres?

Bem, se a juventude se volatizou no delírio urbano alimentada pelo novo normal do Brasil ou por circunstâncias da crise amparada pela família, resta aos pais – idosos ou não – mitigarem por um milagre ou pela miragem da aprovação em um concurso público.

Dito isto, procuremos entender o que apontou o IBGE: “o Brasil encerrou o ano de 2016 com 24,8 milhões de brasileiros vivendo com renda inferior a ¼ do salário mínimo por mês, o equivalente a R$ 220. O resultado representa um aumento de 53% na comparação com 2014, quando teve início a crise econômica no país. Isso significa que 12,1% da população do país vive na miséria” conforme aponta a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo Instituto.

Corrupção é crime, mas só os virtuosos e meritórios podem cometê-lo com admiração geral

Que fazer, se milhões não perceberam o que ocorreu entre 2013 e 2017; seguem querendo não entender o que se desenrola ao redor, porque a democracia está sendo mitigada, o obscurantismo virou uma promessa de mudança e avança em todos setores da vida nacional. Em 2018, o País vai passar pelo quê?

Que bom que o sistema eclipsou, está degringolando, sabemos todos, mas qual o pensamento está nos estertores? O libertário, aquele que defende uma sociedade mais justa e igualitária, ou o fascismo, visível, declaradamente ameaçador e robusto nas mídias sociais e meios de comunicação tradicionais?

Que fazer diante de uma classe média que se considera elite, de uma classe trabalhadora, que se sente patronal no modo de pensar, das forças armadas desprovidas de senso de soberania, alheias às ameaças externas que rondam as nações sem capacidade defesa, se elas seguem encarnadas na crença de guardiãs da pureza da Nação circulando pelas ruas com seus fuzis mediante seu povo desarmado e emparedado entre o crime e lei que não é para todos?

Os néscios não vão se furtar e perguntar. E a corrupção?

Bem, corrupção é crime e está no DNA da Nação; só os virtuosos e meritórios praticam com a admiração geral, e a condenação moral tão falsa quanto uma nota de três reais.. Voltamos ao início e Ponto. Parágrafo.

Autor: João Costa

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