Opinião: 2017 foi o último ano de paz no Brasil; pior que este Congresso, só próximo!

A elite política pode até festejar o triunfo do golpe institucional 2016-17 que empurra o país para estado pleno de exceção; setores moderados podem até vislumbrar as eleições de 2018 como uma possível conciliação ou farol para o rumo a ser seguido, mas 2017 foi o último ano de paz no Brasil - o ponto mais agudo da lassidão dos trabalhadores e da juventude.

E todas as coisas inerentes a uma sociedade civil em estado de direito, instituições, meios de comunicação e setores produtivos que se organizavam de um jeito, a partir de 2018 vão se organizar de outro – será o ano da tal mudança de paradigma.

Todos fingem acreditar que as instituições seguem funcionando, mas de que jeito?

Que o sistema colapsou, se mantém por arremedos, conchavos, meias verdades, que o cinismo transformou-se em virtude, parece consensual.

O Congresso - Quem acha que este Congresso é o pior de todos, espere pelo próximo. O “novo” que se desenha no horizonte do País, é o Fascismo, que ressurge – se é que havia desaparecido da cena social é política – em contraponto a uma esquerda que se corrompeu no meio do caminho, desperdiçando oportunidades de promover mudanças. Estancou no populismo, e ainda acredita que Lula é a reencarnação de Getúlio ou de Dom Sebastião.

O Supremo Tribunal Federal é o que seus ministros dizem uns dos outros? Ou que disse o juiz da cidade Campos sobre um dos ministros do Corte tem verossimilhança ou isonomia em todas instâncias? Até os parcimoniosos sabem que o Judiciário está politizado, conivente com o estado de exceção e se politizou; tem um lado e isto é consenso até entre jogadores de sinuca.

O Executivo, segundo o denúncias do Ministério Público Federal, é comandando por um organização criminosa. Tem serventia para as elites e as forças internacionais que dirigiram o golpe, exatamente por cumprir o acordado: destruir o que restava de soberania ou projeto de Nação.

As forças armadas em meio a esse “ensaio” de turbulência - sim, ainda é só um ensaio - revelam não ter mudado de perfil diante das transformações. O comandante do Exército, general Villas Bôas ofereceu a frase do ano:

“Somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser.”

Logo, só os tolos otimistas apostam numa solução democrática em 2018, quando os sinais apontam que as eleições marcadas não serão limpas, e muitos realistas até duvidam que elas ocorra, e se elas de fato ocorrerem, e se serão livres? Imaginemos um resultado eleitoral que contrarie o desejado pela corporações de mídia, a FIESP, Judiciário e seus partidos, a probabilidade de respeitar tal resultado é ZERO.

Se o Minotauro estava no labirinto, certamente encontrará em 2018 a saída e vai encontrar uma Nação cuja alma já foi vencida pelo lado néscio e não tem como ser reinventada, pois o princípio da resiliência não se aplica quando o povo tem a servidão como opção e modo de vida e que só lhes resta o crime como meio mais fácil.

Por Trás do Blog
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