Opinião: natureza em estado de aridez na pintura do artesão e ambientalista Sérgio Dias

De presente do Fim de Ano, ganhei um quadro de Sérgio Dias – ambientalista – pintado sobre cerâmica sem o uso de pincéis e disposto em armadura de PVC. Pintura de paisagem, que não dá para ver de passagem. Lagoa cercada, pequeno trapiche, pássaros indefinidos e pequena casa, vegetação, tudo sob um sol que torna o ambiente escaldante e dois montes ou fundos de casas, mas de arquitetura piramidal. Pujante composição e fortes pesos visuais.

Se “retalhado”, são múltiplas composições que não se encerram e, esses “eixos”, do ponto de vista de quem vê, leva à várias leituras; a primeira delas, o artesão urbano diante de uma cena campesina composta de um mosaico, em que as partes podem encerrar um todo.

O céu é de Marte, apesar dos nichos de nuvens; o lago raso, uma vegetação “transplantada”, podem parecer um assunto único ou uma ideia comum, mas é antes de tudo a solidão do artesão pois tudo parece desgastado pelo tempo, e talvez seja esse o conceito do artista diante uma natureza abandonada, e que sinaliza não se recompor.

Sérgio dispôs em seu quadro elementos que ajudam a superar a necessidade de ver natureza. Sou grato ao artesão.

Por Trás do Blog
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