“Caporegime” e todas as bizarrices e nonsense institucionais da governança

A abertura do ano do Judiciário foi além daquilo que no teatro chamamos de nonsense, um espetáculo de bizarrice das instituições nacionais em que a presidente do Supremo, Carmem Lúcia, brilhou com frases lugares comuns do tipo “sem justiça não há paz” ao lado do triunvirato “caporegime” da governança, formado pelo títere Temer, pelo presidente do Congresso, Eunício Oliveira e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, todos do mesmo naipe.

É certo dizer que muitos políticos são apenas cínicos e ignorantes; outros, repugnantes e cruéis, e até mesmo portadores de todas essas “qualidades”, uma vez que o cinismo no Brasil virou uma virtude. Mas a imagem da solenidade só ratifica o papel do STF em avalizar todas as agressões ao estado de direito.

Pouco importa se a presidente afirme ou brade que o “Judiciário aplica a Constituição e a lei; (que) não é a Justiça ideal, é a humana, posta à disposição de cada cidadão para garantir a paz”.

Os analistas destacaram que o discurso da presidente do STF tinha como endereço a reação ao julgamento e condenação de Lula em segunda instância e sua iminente prisão, na ilusão que a condenação e prisão do petista encerra a crise política. Algo como “justiça foi feita” ou a “lei é para todos” – meros títulos de filmes de 3ª categoria.

Por outro lado é inacreditável o que se passa nos partidos e organizações de esquerda. Se comportam como marujos náufragos que se agarram ao mito, à liderança e carisma de Lula como se uma boia de salvação fosse, capaz de levar ou devolver o país à terra firme.

São infantis ou cínicos ao venderem para os brasileiros uma solução política para crise nos limites de uma eleição presidencial. É pouco convincente essa candidatura de Luiz Inácio (condenado e preso) na certeza de que, em caso de vitória de Lula ele tomará posse, governará e o trem da Nação voltará aos trilhos, nem como enredo de peça de teatro é verossímil ou capaz de convencer garotos no jardim de infância.

Guerra civil, necessariamente, não precisa ter cunho ideológico

Noves fora o delírio político geral em torno da normalidade democrática, o que temos ou assistimos é a ampliação do caos, de uma sociedade que já convive com uma guerra civil, até o momento sem cunho político.

Assassinatos coletivo são recorrentes, bandidos pobres promovem arrastões em ponto de ônibus em que as vítimas são trabalhadores, também pobres.

As Forças Armadas são convocadas, ajudam as forças estaduais de segurança e, como seu trabalho é limitado no tempo, as tensões voltam a reinar nos aglomerados urbanos assim que os militares se retiram do patrulhamento nas vias públicas. Então, o que vem depois quando ficar claro que as Forças Armadas não garantem paz duradoura?

O que virá em 2019 quando ficar mais claro – até para a classe média - que os empregos não voltam e que viver de bico, na Uber, no subemprego, se tornaram o novo normal do Brasil?

A disputa eleitoral para presidente se dará entre o fascismo e a direita; com os democratas iludidos com uma saída conciliatória, e as forças de esquerdas - pusilânimes - sem coragem de dar um passo à frente, algo que Lula não fez no passado, nem sinaliza que fará no futuro.

Abertura do ano do Judiciário marcada pelas presenças de políticos denunciados e investigados por corrupção

Opinião

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