Crime político no Rio: multidão protesta contra Intervenção Militar e homenageia Marielle Franco

Em decorrência do primeiro assassinato pós-golpe institucional e na sequência da intervenção militar da vereadora Marielle Franco(PSol), no Rio de Janeiro, milhares de cariocas se concentram desde o início da tarde desta quinta-feira em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro para prestar homenagens a Marielle Franco. Os manifestantes protestam contra a Intervenção Militar, a Polícia Militar daquele estado e pedem justiça.

Manifestação reúne milhares de cariocas protestam contra a Intervenção Militar e prestam homenagens a Marielle Franco

Mais cedo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) classificou o crime como "profundamente chocante". Em nota, a porta-voz do Escritório da ONU, Liz Throssel, lembrou que Marielle era uma defensora dos direitos humanos que atuava contra a violência policial, pelos direitos das mulheres e de afrodescendentes em áreas pobres do Rio de Janeiro; ONU pediu ainda que o inquérito ocorra "o mais rapidamente possível".

Mídia tenta despolitizar o assassinato da vereadora do PSoL, ativista de defesa das mulheres afrodescendentes e dos Direitos Humanos

Entretanto, a mídia capitaneada pela TV Globo, ao noticiar o assassinato, ao longo do dia, buscou “despolitizar” o crime. O mesmo ocorreu com o ministro da Justiça, Torquato Jardim.

“Foi uma tragédia. Mais uma tragédia diária do Rio de Janeiro. Lamentável”, falou após sua participação em um painel sobre corrupção no Fórum Econômico Mundial, declarou o ministro, em São Paulo.

Marielle foi emboscada e morta na rua Joaquim Palhares, bairro do Estácio, e o motorista que estava com ela, identificado como Anderson Pedro Gomes, também foi assassinado a tiros. De acordo com a imprensa do Rio de Janeiro, que apoia a Intervenção Militar na cidade, informou que a vereadora estava acompanhada ainda da assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu. Segundo o jornal Extra (grupo Globo, da Família Marinho) , a Polícia Civil encontrou pelo menos oito cápsulas no local. Os relatos preliminares dão conta de que os criminosos abriram fogo contra o carro. Nenhum objeto foi levado. "Há sinais de execução", e direciona a causa do crime para “assassinato de encomenda”.

Partidos e organismos internacionais já pressionam o Brasil

Na Europa, o partido espanhol Podemos enviou uma carta à Comissão Europeia condenando a morte da vereadora Marielle Franco; a legenda pediu a suspensão das negociações do continente com Mercosul nas tentativas de fechamento de acordo de livre comércio; "Pedimos para a comissão a suspensão imediata das negociações com o Mercosul até que haja o fim da violência e intimidação contra a oposição política e defensores de direitos humanos", diz um trecho do documento, assinado por Miguel Urbán, do Podemos.

Marielle integrava comissão que fiscaliza ações da Intervenção

Fontes Sputnik Brasil

El País

Jornal Extra

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