Depois de dar legitimidade aos seus algozes, Lula deixou a esquerda emparedada e a crise sitia a tod

Ao dar dois passos atrás Lula, ao se deixar encarcerar, conferiu legitimidade a um processo que se revelou juridicamente fraudulento e politicamente perpetrado contra o país, tornou a esquerda emparedada e desnorteada ao tempo em que a extrema direita assumiu a narrativa; o Exército avalizou o Golpe com uma tuitada que estremeceu o STF; releva o fato do país estar sendo governado por políticos comprovadamente corruptos enquanto o centro-direita busca uma saída através de um candidato e a crise econômica sitia a todos.

E qualquer um que se arrisque a apresentar um prognóstico sobre o que pode ou vai acontecer no país daqui até outubro ou mesmo dentro de um mês estará exercendo o papel de profeta da chuva do tipo que diz “pode chover e pode não chover”.

Prisioneiro político, ex-presidente Lula talvez tenha que esperar por indulto de um governo democrático futuro

As forças ditas democráticas raciocinam e agem na velocidade da lesma reumática enquanto a rapidez da deterioração institucional prenuncia que o país entrará em estado comatoso a ponto de que o cancelamento de eleições; o irreversível aprofundamento do Golpe ou o assassinato do próprio ex-presidente podem ocorrer, enquanto a esquerda espera inutilmente por uma explosão social – que não virá ou se restringirá ao facebook.

“O país está à deriva” disse, há um ano, o próprio comandante do Exército. E o impasse seguirá porque não há meios jurídicos que possam tirar Lula da prisão, não há mágica que devolva 12 milhões de empregos aos lenientes brasileiros desamparados na rapidez que o país necessita; em qualquer cenário as eleições de outubro são porta de entrada para crise maior. Sem deixar de enfatizar que Lula é um preso político.

A agenda nacional segue tocada pelo Judiciário que, se claramente toma decisões políticas, resolveu ter em Joaquim Barbosa o seu candidato e bizarramente um partido - o PSB.

Justamente o ex-ministro Barbosa, o primeiro a rasgar a Constituição ao condenar Zé Dirceu com base no “domínio do fato” e na ausência de provas. No atual caso Lula, a Justiça parece que foi além - decidiu com base em provas fraudulentas, a situação surrealista em que todos mentiram, menos o réu.

Se as eleições de outubro ocorrerem – o que eu não acredito – os partidos de esquerda sinalizam que vão participar da farsa bilionária propiciada pelo fundo partidário cada um em faixa própria. E o Congresso que emergir das urnas fará com que o brasileiro tenha saudades do atual.

Ciro Gomes certamente é um nome com conhecimento do país e eficiência administrativa comprovada; capacidade de enfrentamento e com coragem para, se eleito, conceder indulto ao Lula. Mas não une os partidos que governaram o país durante mais de uma década sem controlar o poder.

Os demais nomes ao centro são mais dos mesmos; vão corroborar com o Fascismo que eles mesmos nutriram a partir do levante de 2013.

No mais, a Copa do Mundo começa em junho, os lojistas antecipadamente sabem que vão amargar prejuízo se encomendarem aos fornecedores camisas da CBF; a inflação seguirá em baixa porque não há consumo; as quatro famílias que controlam o sistema financeiro continuarão com os cordéis da economia e a luta de classe não tem antídoto que sirva de lenitivo para a Nação que não tem noção do tamanho da lápide que espera no futuro.

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