Ameaça à soberania: bases militares dos EUA cercam Amazônia e Sul do Brasil – que capitulou

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos mantém, atualmente, treze bases militares com alcance rápido por terra ou ar da Amazônia brasileira; estratégia norte-americana agora ampliada com três novas bases militares que serão instaladas na Argentina. Levando-se em conta que é baixíssimo o número de militares nacionalistas nas forças armadas brasileiras – eles se definem patriotas, não nacionalistas – é possível imaginar como do ponte de vista geopolítico o Brasil está atrelado ou garroteado.

Na Argentina, de acordo com notícias veiculadas esta semana, trata-se de no mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

Estados Unidos mantém bases militares ao longo da fronteira do Brasil; e já treinaram até na Amazônia brasileira

O Paraguai conta com uma base militar norte-americana no departamento de San Pedro, conhecida como Centro de Operações de Emergências (COE), justificada pelo argumento de ajudar a população paraguaia frente às emergências ou desastres naturais. Desta base ( já existe uma segunda) é possível projetar controle da área da chamada tríplice aliança, onde o Brasil divide com o Paraguai a Hidroelétrica de Itaipu.

Imaginem vocês que o militares brasileiros foram capazes durante a ditadura de conceberem uma hidrelétrica binacional numa das maiores bacias de reserva de água do mundo. O lado paraguaio é protegido teoricamente por militares norte-americanos. Logo, o Brasil não tem soberania sobre Itaipu. Os tanques Leopard do Exército Brasileiro baseados no Rio Grande do Sul, nada significam diante do poder militar norte-americano baseado no Paraguai e, agora, na Argentina.

Paraguai sedia duas bases e a Argentina receberá mais três bases militares americanos com capacidade ofensiva

Na Colômbia, os Estados Unidos mantém bases militares e de observação. O governo atual da Colômbia propôs integrar o país à OTAN – Organização Militar do Atlântico Norte. Esta organização militar não reconhece a soberania do Brasil sobre o mar de 200 milhas.

No Paraguai estas bases militares ou centros de operações permitem aos EUA aumentar a vigilância e o controle das populações, reservas minerais, além de contribuir com o treinamento sistemático de soldados estadunidenses em territórios latino-americanos.

Lembrando que durante os fatos que se seguiram ao 11 de Setembro, a mídia norte-americana e a Veja “apontavam Foz do Iguaçu como um dos centros da Al-Qaeda” por conta da comunidade muçulmana que vive na região; naquele clima, foi levantada a possibilidade e facilidade dos norte-americanos lançarem ataques à região da tríplice fronteira para “conter o terrorismo islâmico”. É só pesquisar a revista Veja, cuja editora Abril – sabe-se agora - está em processo de falência para o bem do país.

O Brasil pós-golpe de 2016 rasgou qualquer projeto de soberania do país, e para isso contou com a longa manus dos interesses dos norte-americanos - a Operação Lava Jato que a partir de Curitiba destruiu a economia brasileira, as empresas pesadas como a Odebrecht – que constrói o submarino nuclear da nossa Marinha), além da mudança do regime de exploração do pré-sal que passou para o controle estrangeiro.

Exército brasileiro tem maior concentração de blindados Leopard no Rio Grande do Sul

Tropas do Exército Brasileiro estão ocupadas em patrulhamento de morros e favelas no Rio de Janeiro há um ano

Impressiona a situação a qual chegamos em 2018 como um país devastado pelo desemprego, pela volta da miséria e da mortalidade infantil e desmonte completo de um projeto de soberania. Impressiona mais ainda que nos aproximamos de eleições que ao contrário de apontar para redenção do país, nos indica o caos em 2019.

Alguém tem dúvida que as forças armadas do Brasil estão inertes diante desse desmonte de país? Ou fazem parte do processo, desde o momento em que convidaram forças norte-americanas para exercícios em território brasileiro, exatamente no coração da Amazônia?

O generais atuais gastam seu tempo no twitter ameaçando a democracia comandando patrulhamento de morros e favelas no Rio de Janeiro.

Da redação

Por Trás do Blog
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