Agonia na Tumba: com enredo hollywoodiano, primeiro romance de Tarcísio Pereira completa 25 anos

Se Deus está nas coincidências, passei por momentos divinos neste domingo, 16, por conta da visita de meu meio-irmão José de Arimatéia à minha casa; assistir uma reprise de Tarantino e, simultaneamente, ver uma mensagem de Tarcísio Pereira também sobre uma visita e o seu primeiro romance que este ano completa 25 anos de lançamento e remetia, em parte, ao enredo parecido do filme. Com uma diferença que o filme é de 2004 e o livro citado é de 1993.

Pode parecer redundância, mas recorrentemente sou tomado de assalto pela sensação Déja vu ao rever filmes em casa – aviso logo que assisto sempre aos mesmos filmes e que tenho mais de cem títulos na minha coleção de DVDs originais, e isto voltou a acontecer no último domingo à tarde ao rever pela enésima vez, Kill Bil 2, de Tarantino e conferir uma postagem de Tarcísio Pereira num grupo de whatsApp sobre o lançamento, “Agonia na Tumba”, Editora Universitária, 1993.

O filme Kil Bill seguia na tela da TV; eu concentrado na sequência em que a atriz Uma Thurman se debate dentro de um caixão depois de ser enterrada viva, o sinal do whatsApp tocou; ao conferir, estava lá a postagem do Tarcísio com uma foto, em preto em branco, registrando o momento em que ele me fazia uma visita na redação do Jornal Correio da Paraíba, em 1993.

Céus! Na foto, Tarcísio me mostra o seu Livro “Agonia na Tumba”, que trata da história de um sujeito que acorda e descobre que foi enterrado vivo. O romance do meu conterrâneo diretor de teatro e escritor é “ambientado” o tempo todo dentro de um túmulo – pode parecer absurdo, mas antes disso é fantástico!

Atriz Uma Thurman, em cena do filme Kill Bill, de Quentin Taratino; tam um sequência dentro de uma cova

Para sacar um enredo desse, Tarcísio não precisou se inspirar em nenhum roteiro Hollywoodiano, mas agora desconfio que Tarantino leu “Agonia na Tumba” para colocar a sua personagem dentro de uma cova e viva, tal como o personagem de Tarcísio.

Como disse, o livro de Tarcísio é do século passado. O filme de Tarantino é deste. No Google, quando se busca por Tarcísio Pereira, tem lá aproximadamente 10.800 resultados.

No Selo do Sebo Cultural, o primeiro livro do Tarcísio está na categoria cinco estrelas. Na revista Appaloosa Magazine, voltada exclusivamente para literatura, “Agonia na Tumba” tem lá a recomendação de leitura feita pelo crítico Ivandro Menezes, “é um ótimo romance a ser descoberto e lido”.

Mas eu, é quem fui premiado em 1993 com um exemplar do dito romance.

João Costa com o seu meio-irmão José de Arimatéia, que se despede antes de viagem para África a trabalho

E no último domingo, enquanto atualizava conversa com esse meu irmão José de Arimatéia que está de volta à África e que não via há uns seis anos e estava em minha casa para comemorarmos o aniversário de 81 anos da minha outra irmã, Auta; e também curtia Tarantino; minha autoestima que atualmente anda baixa de repente, ao ler a mensagem, foi ao píncaro da montanha da vaidade, ao me ver com cabelos e bigode pretos na foto com Tarcísio.

Isso não tem preço em momentos e dias de incertezas e sombrios como estes que vivemos.

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