Militares, clérigos e juízes mandam que as mulheres se calem; elas respondem: “Nós somos a tempestad

Forças heterogêneas se levantam contra o fascismo que grassa no país, uma semana antes de uma eleição, arrastadas por mulheres de todo o país e até no exterior; “mulheres não gritem, a tempestade está chegando”, sussurram clérigos, militares, juízes, homens de bem ditos e havidos misóginos, seguidos por hordas do lumpemproletariado e ouviram de volta o grito de milhões de brasileiras contra a serpente do fascio que ameaça o Brasil - “NÓS É QUE SOMOS A TEMPESTADE!”

O candidato das hordas fascistas sobrevive de bravatas. A última foi afirmar que não aceita o resultado das eleições, caso seja derrotado. Não surpreende. Apenas faz eco ao que já insinuou o comandante do Exército, empresta voz ao coro do general seu vice e outros tantos da caserna; tudo com anuência de ministros do STF, que sem nenhum pudor rasgam a Constituição e impõem censura. Os magistrados teimam em avisar que o golpe vem do Judiciário, e não das casernas!

Vivemos numa democracia que convém. O Esfaqueado ao insinuar fraude nas eleições que se aproximam, apenas repete o PSDB e seu candidato derrotado, Aécio neves, em 2014. Não tiveram pudores em levantar suspeitas da honestidade e integridade da Justiça Eleitoral. Ato seguinte, foi impedir que a candidata vencedora governasse, como de fato não governou.

Mas não se iludam com o Judiciário. De lá, saiu o ministro Fux, aquele mesmo que a mídia revelou peregrinação sua atrás de Zé Dirceu em busca de apoio para chegar ao STF; Não consegue esconder seu ressentimento com partidário.

E a quadra que fechou a semana foi dele, Fux, agora ministro do Supremo Tribunal Federal, em rasgar a Constituição ao proibir o ex-presidente Lula de conceder uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo. O ex-presidente Lula teria algo a declarar sobre este supremo ministro nomeado pela Dilma?

Na sequência da censura de Fux, o candidato que representa as falanges fascistas pede que este mesmo Judiciário retire uma revista de circulação; em Soledade, um juiz proíbe uma manifestação de mulheres; no Centro-Oeste, outro juiz, federal, ensaia confisco de urnas eletrônicas. Caiu na bobagem de segredar seu golpe aos próprio Exército, o o abandonou na bravata.

Em Patos, uma faculdade demite professoras consideradas “responsáveis” por uma manifestação de protesto contra o Esfaqueado. Na nota distribuída, a FIP declara que “não compactuam com manifestações (as realizadas contra o fascismo) por estarem em desacordo com a tradicional postura imparcial, respeitosa e isonômica, e que seus espaços são de diálogos abertos “ e blá-blá-blá.

Ato de mulheres no Rio contra o candidato do fascismo, reuniu o maior número de manifestantes da cidade

Pelos púlpitos de igrejas, inclusive na Paraíba, clérigos enaltecem o representante do fascismo, a exemplo do líder religioso Estevam Fernandes, agora investigado pelo MPF por usar a igreja para engajamento político pró-candidato que, recorrentemente, faz apologia à tortura e elogios a torturadores. O líder cristão-fariseu surpreendeu a muitos por revelar-se, mas o momento político é pródigo em despir togados, reverendos, os ditos e tidos “homens de bem”.

Que comecem os “jogos vorazes” da semana. O vale-tudo prevê uso de balas de prata, casuísmos jurídicos, bravatas de coturnos da reserva, pesquisas fraudulentas e, talvez, sangue na calçada.

Opinião