Nessun dorma! Eis o recado do levante das mulheres livres; fascismo não se discute, se destrói!

A uma semana das eleições, o levante das mulheres que a mídia não pode esconder foi histórico, ponto. Parágrafo. Definitivamente um marco divisor na luta política atual que apenas apresenta contornos legais, democráticos, mas prenunciam tempestades num futuro bem próximo, ou antes mesmo desse futuro bem próximo, pois como ocorreu em 2014, não há a menor possibilidade dos Fascistas instalados no Exército, na mídia e no Judiciário, respeitarem um resultado adverso.

O candidato da extrema-direita não é nada; mas é o inusitado da nossa História atual: um ex-capitão expulso do Exército no passado recente por planejar um atentado terrorista fracassado e que na atualidade lidera generais da reserva e da ativa com apoio de bancos; de vestais do Judiciário; de setores ressentidos da classe média conservadora, fundamentalistas evangélicos; do lumpemproletariado, de milhares de militares das forças auxiliares. Imagem Portal do Litoral, Praça da Paz, João Pessoa.

Se ele, O Esfaqueado, não é nada, aquilo que ele representa é muito e assustadoramente numeroso; é antigo, literalmente pode-se dizer que é o passado e o presente que o Brasil e parte do seu povo sempre foram: conservadores, fariseus de todos os matizes religiosos, adeptos da “servidão voluntária”, historicamente e estupidamente resignados.

O levante das mulheres trouxe um alento na luta democrática e lançou luz de esperança e de crédito na própria Nação – no momento mais crítico de seu descrédito como senhora do seu próprio destino, algo que nunca conseguiu ser de verdade.

Uma das imagens mais emblemáticas do líder dos Fascistas, é aquela em que ele, numa churrascaria nos Estados Unidos, presta continência à bandeira daquele país. Algo que deve ter causado repulsa e náusea até mesmo em cidadãos norte-americanos, diante de explícito servilismo.

Não se iludam, milhares de brasileiros fariam e fazem o que ele fez. Lembram do governo servil de FHC e do chanceler vira-lata Celso Lafer que em 2002 tirou os sapados e foi revistado num aeroporto dos EUA?

Como “Nessun Dorma”, ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini, a nossa longa noite de luta contra o fascismo que ameaça a frágil democracia brasileira também poderá ter finais diferentes. O fascismo pode vencer nas urnas, por isso todo cidadão livre e com consciência disso não tem o direito de dormir nos próximos dias, meses e anos.

Ato das mulheres contra o fascismo, Rio de Janeiro, imagem de Bruno Alencastro, retirada das redes sociais

Que os homens sigam suas companheiros, que os homens jovens sigam suas amadas. Elas, as mulheres, deram o exemplo e apontaram o Norte. Não se discute com o fascismo, se destrói! – recomendam velhos anarquistas.

Que sejam os brasileiros democratas os redatores desse final.

Nessun Dorma!

Imagem portal do litoral

Uol Notícias

Imagens de TV

Por Trás do Blog
Leitura Recomendada
Procurar por Tags
Siga "PELO MUNDO"
  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Google+ Basic Black