Roteiro para teatro: A volta de Dom Sebastião (O Desejado) Redivivo na terra do Falso Messias

Sinopse (texto começou a ser escrito no final de 2018; está inconcluso precisando de sugestões, opiniões, etc. Entretanto, busco parcerias não remuneratórias para esta aventura)

Peça para quatro atores, duas atriz e figurantes (coro).

Personagens

Coro (duas ciganas e/ou dois emboladores. Vestem-se de Cavaleiros Templários com chapéus de couro do cangaço)

Dom Sebastião Redivivo, (Rei do Brasil, alhures e confins. Veste-se Rei Momo)

Maria Madalena Rediviva – (nova Padroeira do Brasil)

O beato negro José Lourenço – Homem negro, que aparecerá na trama sempre bem vestido. Carrega uma cruz com pano branco enrolado e que, com o desenrolar, será mudado para as cores da bandeira brasileira, vermelha e preto)

Cangaceiro (o matador. Ao final de cada cena, dispara um tiro de rifle à queima-roupa no personagem Néscio)

O boi Mansinho – ( dança sempre que o coro recita ou canta. Será o boi-corruptor. Sua carne será fatiada, ao longo da peça, e distribuída com outros personagens como fator de propina)

A Mulher de branco, verde e amarelo – ( A Democracia. Nascida em 1988, segue virgem, à espera do seu homem. Mas está sedo levada à Pedra Bonita para ser estuprada, pois está velha demais e rejeitada pelo povo)

Néscio – Homem do povo. Será executado a tiros de rifle a cada final de cena ou transição, e ressuscita durante a transição de cena para permanecer no enredo.

O Maledetto – Que será entronado pelo voto popular devido a uma promessa de matar 30 mil devotos de Dom Sebastião Redivivo, estabelecer a leitura obrigatória da Bíblia nas escolas, fechar bares e clubes gays, distribuir armas e uniformes para todos.

Figurantes.

(Homem acorda após coma profundo decorrente de acidente de um ônibus de romeiros que seguia para Juazeiro do Norte. Ao acordar, diz que Dom Sebastião ( rei de Portugal D. Sebastião, desaparecido na Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578) conversou pessoalmente com ele e que convencido por ele a pregar a boa-nova, que estava de volta para recuperar a coroa e seu novo reinado. E que o povo brasileiro havia se enganado, ao acreditar que Luiz Inácio Lula da Silva, seria ele, o Dom Sebastião reencarnado, o salvador da Pátria.

O Dom Sebastião Redivivo exige, para trazer de volta a felicidade aos brasileiros, sacrifícios humanos. Cada desempregado, para ter seu emprego de volta, precisa oferecer uma vida em sacrifício no altar da Pedra do Reio (em São José de Belmonte), cada mulher que deseja ter sua casa própria, precisará fazer sacrifício igual, assim sucessivamente, qualquer brasileiro, para ter a felicidade de volta, esta, só será possível lavando o altar com sangue humano).

Em seu sonho O Homem ( Dom Sebastião redivivo) diz que, no seu reinado – que está próximo no Brasil – não haverá lugar para a padroeira Nossa Senhora Aparecida, que será substituída per Maria Madalena, a consorte de Jesus. Merecedora do trono de padroeira e rainha do Brasil.

Nesse mesmo sonho, O Homem afirma ter também se encontrado com o beato negro paraibano José Lourenço (José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido como beato José Lourenço, foi o líder da comunidade Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, em 1926, localizada na zona rural do Crato. Foi o beato de confiança do Padre Cícero. Negro alto e elegante que só usava terno de linho branco ou bege. Detalhe: Ainda não encaixei bem o personagem na narrativa)

O beato contesta o uso da violência e dos sacrifícios humanos, bastando para a salvação nacional o sacrifício na Pedra do Reino do boi Mansinho (mesmo boi doado por Delmiro Gouveia ao Padre Cícero), mas o boi havia sido raptado por donos de frigoríficos para ser esquartejado e distribuídas suas partes como propina para as elites brasileiras mostradas como corruptas.

O Homem afirma que seu sonho fora interrompido por uma Mulher de Branco, verde e amarelo (a Democracia), que afirma ser ela a oferenda a ser sacrificada no altar da Pedra do Reino, por ser quarentona e ainda virgem, devido à nova ordem moral dominante no Brasil. Mas que ela, primeiro, precisava recuperar duas coisas: a libido perdida e a fertilidade.

A ação da peça é a caminhada de romeiros (desfile carnavalesco) saindo de Curitiba , onde o falso Dom Sebastião está preso até São José de Belmonte.

Final. Não definido.

  1. Após matar a tiros Néscio ( homem do povo) em cada cena. O Cangaceiro começa um processo autofágico. E começa a executar demais personagens. Juízes, o beato, Maria Madalena, os dois salvadores da Pátria. Dom Sebastião e Lula. Só ele restará em cena com uma “bala de prata”. Se matará com tiro de fuzil na boca.

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Se o amigo(a) tiver tempo e desprendimento peço uma sugestão. Ou, então, sinta-se desafiado a escrever duas cenas: monólogo de Lula na cadeia. Monólogo do Maledetto. Ou a cena do estupro da Democracia, que permanece virgem no altar da Pedra do Reino.

A peça deve ter uma duração de 60 minutos, no máximo. Elenco reduzido. E não haverá dinheiro público na montagem. Nem de origem privada. Cada ator fará seu figurino. Alguns atores e atrizes, ou todos, serão “recrutados” no curso de teatro que vamos realizar em março 2019.

Temos salas para ensaio.

Vamos planejar uma viagem à Pedra do Reino, durante o Carnaval. Apenas alguns atores e atrizes, onde rodaremos cenas no local. As falas de Dom Sebastião, o Monólogo da Democracia, as falas de Lula – O falso Dom Sebastião e a morte final do cangaceiro.

Procurando parcerias na construção do texto para encenação em oficina de teatro e atores e atrizes iniciantes.

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