Circo ou sanatório: oferta de território para base militar dos EUA no Brasil constrange ou agrada os

O novo governo Brasil ofereceu aos Estados Unidos a oportunidade de ceder território para que as forças armadas daquele país possam instalar uma base militar em solo brasileiro. A proposta foi feita ao secretário de estado norte-americano, Mike Pompeu ( segundo escalão) quando da posse do presidente Messias. Especialistas analisam que a proposta acontece exatamente quando os EUA estão fechando suas bases no exterior para contenção de custos.

Do ponto de vista estratégico, uma base militar no exterior só se justifica em face de ocupação de território, uma vez que as forças de destruição ( Aeronáutica e Marinha) de qualquer potência, em caso de guerra, dispõem de bombardeiros de longo alcance e submarinos nucleares – que são mais eficientes e sem altos riscos de custos humanos.

Os chefes militares brasileiros regiram com “surpresa” à oferta generosa feita aos norte-americanos. Se são elas, a forças armadas brasileiras responsáveis pela proteção e guarda do território, oferecer base à um exército estrangeiro é algo como passar atestado de incompetência.

( foto: chegada de Mike Pompeu ao Brasil. "O homem ficou feliz com a oferta inusitada; marines fazem a sua segurança no exterior)

Os nativos simpáticos e colaboracionistas talvez desconheçam o fato do status de imunidade judiciária que gozam os militares norte-americanos nos países onde eles estão.

Uma base militar americana no exterior, sai quase a custo zero para o tesouro americano. O estado “protegido”, paga a conta. É assim na Coréia do Sul, Japão e Oriente Médio.

Os militares brasileiros não podem chegar perto, nem a justiça pode alcança-los. Levando-se em conta a prática de estupros promovida por tropas norte-americanas no exterior, explica parte da imunidade judicial que os norte-americanos impõem.

Sabe-se que as forças armadas do Brasil estão concentradas no Litoral. Então, onde seriam instaladas – se por ventura isso ocorra – as bases militares ou uma, em solo brasileiro?

Na fronteira com a Venezuela, país que tem imensas reservas de petróleo e ouro?

No Pará, fronteira com o Suriname também quem reservas de petróleo?

Ou no litoral do Rio de Janeiro de frente para o pré-sal?

O país não tem disputas territoriais, nem vizinhos inimigos. A rixa com a Argentina se limita ao futebol, e a Venezuela é um bordão eleitoral da extrema-direita brasileira que chegou ao poder.

O Brasil de hoje, se colocar uma lona é um circo, se levantar um muro, é sanatório, diz um aforismo popular.

Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro no Acre, desempenha papel fundamental na proteção da fronteira

A seguir, matéria da Reuters sobre a repercussão da proposta feita pelo Brasil – depois desmentida, aos EUA.

Repercutiu mal entre os militares a sinalização do presidente Jair Bolsonaro sobre a possível instalação de uma base militar norte-americana no território brasileiro, e as Forças Armadas são contra essa possibilidade, disse à Reuters uma alta fonte militar neste sábado.

A posição de Bolsonaro desagrada os militares, entre outras questões, por levantar discussões sobre a soberania nacional, de acordo com a fonte, que falou sob condição de anonimato.

“As Forças Armadas não concordam com isso”, afirmou a fonte. “Temos que ver o que realmente o presidente falou sobre isso, mas os militares são contra”.

A sinalização feita por Bolsonaro em entrevista ao SBT na quinta-feira foi mais uma demonstração do presidente da vontade de aumentar a aproximação do Brasil com os Estados Unidos.

Bolsonaro não esconde sua admiração pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e o governo brasileiro espera a confirmação de uma visita de Bolsonaro aos EUA dentro dos próximos meses.

Na entrevista ao SBT, Bolsonaro afirmou que sua aproximação com os EUA é “uma questão econômica, mas pode ser bélica também”, e disse, ao ser indagado sobre a possibilidade de instalação de uma base militar norte-americana em solo brasileiro, que “a questão física pode ser até simbólica”.

O novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, confirmou a abertura de Bolsonaro a uma possível base dos EUA em entrevista a repórteres em Lima, na sexta-feira, após encontro de chanceleres da região sobre a crise atravessada pela Venezuela.

Soldados norte-americanos em bases no exterior gozam de imunidade judiciária; país nativo paga por proteção

Segundo Araújo, Bolsonaro pode discutir a questão com Trump durante visita a Washington esperada para março, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério da Defesa informou neste sábado à Reuters que Bolsonaro ainda não tratou do tema com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

Reuters

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