Voz de Jean Willys no exterior é mais eficaz que sua atuação na Câmara; David Miranda ocupa o lugar

O gesto do deputado federal reeleito Jean Willys em abrir mão do seu mandato e buscar refúgio no exterior pode até ser trato com escárnio pelos grupos fascistas na mídia nativa, mas o fato é que sua voz no exterior será caixa de ressonância, importantíssima para a luta democrática no Brasil. Por outro lado, o fato é que temos um parlamentar reeleito, homossexual assumido e militante da causa LGBT num Brasil que vive um momento de transição da democracia para um estado de exceção que busca refúgio no exterior.

O parlamentar disse que abriu mão de seu mandato, temendo pela sua vida. Jean Já estava sob proteção da Polícia Federal em decorrências das ameaças que vem recebendo desde o assassinato da vereadora Marielle Franco. Caso em vias de esclarecimento. Lembrando apenas que o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmman. em novembro de 2018 antecipava, sem citar nomes, a participação de políticos importantes no crime.

Jean vem do estado do Rio de Janeiro, da cidade mais precisamente, governada por fundamentalistas evangélicos, mas cujo poder está nas mãos das milícias, do tráfico e, até bem pouco tempo do exército. Os políticos que governavam o estado, acusados de corrupção estão presos, mas parece que nem todos.

David e Jean; atuação política no Rio de Janeiro, cidade governada por religiosos e controlada por milícias

O suplente que assume em seu lugar na Câmara Federal, é David Miranda, vereador e também é homossexual, negro e ativista. Não é só um vereador, como Marielle, que muitos achavam ser “uma negra homossexual insignificante”, inclusive os sicários que controlam da política do Rio de Janeiro, ele é uma figura pública internacional, é casado com o jornalista Gleen Greenwald, dono do site The Intercept, que luta contra a espionagem dos EUA, dedicada a subverter estados, destruir países como a Líbia, Síria e, agora, a Venezuela. Gleen Greenwald, foi o primeiro a relatar os grampos que a CIA colocou no gabinete da Dilma Roussef.

David Miranda é o primeiro vereador LGBT da história do Rio de Janeiro; e também está sob ameaça das milícias

Além de ameaças feitas por grupos de milicianos, o parlamentar também é alvo de grupos conservadores, que o atacam pelas redes sociais diariamente. Miranda, já esteve detido pelo MI6 (Military Intelligence, Section 6,) a agência britânica de inteligência quando foi interrogado por transportar documentos vazados e que seriam publicados pelo Intercept. Miranda é conhecido na arena política internacional. E sua chegada à Câmara Federal, é tratada como uma estratégia utilizada para colocar o país ainda mais no contexto internacional de Nações em fase de retrocessos democráticos.

Favela Rio das Pedras, segundo a Polícia, controlada pelas milícias do Rio de Janeiro (foto IstoÉ)

Por mais que os militares fechem os acessos do cidadão à informação, o caso que desnuda a face dos sicários do Rio de Janeiro não tem mais como ser abafado, pois a aliança entre a Rede Globo, demais grupos de mídia conservadores e as falanges que derrubaram Dilma e prenderam Lula, se exauriu. A aliança era apenas para este fim. O principal agora é saber até onde vai a tutela dos generais ao grupo político que chegou ao poder.

Fotos; Wikipedia

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