EUA: guerra híbrida para manter controle da AL após perderem influência e guerras no Oriente e Ásia

Após derrubar a Dilma Roussef sem disparar um tiro, apenas mobilizando a mídia nativa e as elites subalternas, os EUA focam na derrubada do governo da Venezuela, isso como fase da chamada Guerra Híbrida, que recorre às tais “revoluções coloridas”; é o resultado dos fracassos norte-americanos no Oriente Médio e Ásia. Na Guerra Híbrida, os EUA obtiveram êxitos no Líbia e Egito; mas amargaram derrotas no Iraque, Afeganistão, Síria e Turquia. Como eles se movem por petróleo, restam o controle do pré-sal no Brasil e as vastas reservas de petróleo e ouro na Venezuela.

Correm atrás porque os chineses chegaram primeiro na Venezuela no negócio do petróleo, e a Rússia e Turquia nos negócios de ouro. O Brasil, com a ultradireita no poder, busca mergulhar de cabeça nesse xadrez sem “café no bule”, pois um é “tigre banguela” na definição de um embaixador de Israel, em face do naniquismos das nossas forças armadas em relação aos países emergentes. Lembrando que a declaração do sionista se deu no esforço do Brasil em tentar mediar as negociações em torno do programa nuclear iraniano. A proposta de acordo do Brasil, feita por Lula, foi rejeitada no início, mas assimilada e colocada em prática pelo Obama, acordo este que agora foi rasgado pelo Trump. ( Imagem de Simon Bolívar, que inspirou guerras de independência nas Américas)

O que se sabe sobre o que acontece na Venezuela vem pelo viés da mídia empresa. Não há perspectiva de curto prazo para o fim da crise na Venezuela. Do ponto de vista militar, uma intervenção pretendida pelos EUA utilizando exércitos do Brasil e Colômbia como “buchas de canhão”, está ficando cada vez mais difícil.

O Brasil não tem disputas territoriais e jamais teve planos expansionistas – há divergências ideológicas, é claro. Militares brasileiros e colombianos sabem que o exército bolivariano da Venezuela dispõe e maneja armas sofisticadas compradas à Rússia desde baterias antiaéreas S-300, Igla S-30 e pantsir; blindados T-72, banco de dados eletrônicas, jatos SU-30MK. Especialistas militares apontam que, mesmo com apoio aéreo dos EUA com disparos de misseis de cruzeiro, não se derruba o governo de lá sem o recurso de homens em terra na ocupação. Quem paga o preço?

Baterias S-300 vendidas pela Rússia a Venezuela; alcance aéreo defensivo ultrapassa os 300 km

Bizarramente, o Brasil recentemente ofereceu território para instalação de bases norte-americanas; o presidente Messias recorre à retórica bélica contra a Venezuela, mas o seu Vice, embora militar de direita, fala exatamente o oposto, já foi comandante na Amazônia e deve conhecer melhor sobre o seu trabalho, mais que um ex-capitão de carreira inepta. Os EUA possuem três bases militares na Colômbia, mas todas elas sob comando dos próprios militares colombianos, que também avisaram aos EUA: “Pai, afasta de mim este cálice”.

Moeda norte-americana deixa de ser reserva monetária de vários países em conflito com os EUA

A Venezuela, pelo que se sabe, a exemplo da China, Rússia, Turquia, Irão, e outros países, abandonam a cada dia o dólar como moeda de reserva; depositou suas reservas em ouro na Turquia, e tem negócios e acordos com a Rússia nesse setor. Na área petrolífera, os acordos são com a China, país este que economicamente é o destino de 40% das exportações brasileiras. É geopolítica, o fator econômico que move o mundo; fundamentalismos religiosos como o evangélico, e ideologias formam apenas a embalagem que ilude o comprador.

Enfim, estamos assistindo apenas a uma fase da chamada guerra híbrida na América Latina. Esta fase traduz-se no engodo de “revoluções coloridas” e democráticas. Passando ao largo da histeria que toma conta das redes sociais e da mídia nativa em demonizarem a Venezuela – que está sob sanções econômicas, por conseguinte pagando o preço altíssimo pelo isolamento econômico com seus vizinhos - a tal intervenção militar naquele país parece cada vez mais difícil, não impossível.

Lembrando que no Brasil, ao longo da história todas as mudanças importantes na política, economia e social, decorreram e decorrem a partir de pressões e influências do exterior para só depois se desenvolverem e consolidarem-se no âmbito nativo.

Dilma, derrubada do governo de forma bizarra, ao lado de Nicolás Maduro, agora alvo da guerra híbrida de Trump

Basta mergulhar no túnel do tempo partindo da derrubada do governo Dilma - o golpe de estado mais fácil deste mundo, até a fundação do próprio país como Nação com a chegada da família Real ao Brasil em 1808, a Independência em 1882; fim da escravidão(?) 1850, Proclamação da República em 1889; Revolução de 1930, o Golpe Militar de 1964 e o golpe jurídico-parlamentar de 2016.

Presentemente o Brasil volta a ser anão e satélite dos EUA, por adesão e não por ocupação. Seguimos o roteiro da nossa tragédia de vocação para o atraso, intercalado com rompimento de barragens da Vale do Rio Doce provocando a morte de centenas.

Mas o que é isso comparado a morte de milhares na guerra civil urbana que mata milhares a cada ano?

Imagens Wikipedia

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