Cúpula entre Coreia do Norte e EUA revela protagonismo de Kim Jong-Um sobre Trump

O segundo encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, em Hanói, capital do Vietnã, traduz impressionante virada de página na geopolítica nesta primeira década do século 21; encontro emblemático, por se realizar numa cidade que suportou os mais duros bombardeios norte-americanos entre os anos de 1960 a 1975, quando terminou a fase americana da famosa guerra do Vietnã, deixa claro o protagonismo de Kim sobre Trump.

A Coreia do Norte segue sob implacáveis sanções econômicas por parte dos EUA, mas há dois anos conseguiu dobrar a maior potência militar e econômica do planeta, quando estava apenas a um passo de uma guerra total, exatamente por adquirir capacidade de defesa e dominar o ciclo atômico, inclusive com produção de armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais.

Imagens do encontro reproduzidas do site Sputnik Brasil

Trump tem 72 anos , da sua cadeira na Casa Branca, comanda um império. Kim tem 35 anos, lidera um país que praticamente seria insignificante para a geopolítica se ainda não pairasse efeitos colaterais da “guerra Fria”.

Em 2017, Trump chegou a fazer seguinte declaração:

“Será melhor que a Coreia do Norte pare de ameaçar os Estados Unidos ou vai se encontrar com uma fúria e um fogo jamais visto no mundo”. O Trump, o mesmo que agora ameaça destruir a Venezuela, não fez uma coisa nem outra. Agora senta-se à mesa de negociações “aparentemente” em pé de igualdade.

Kim Yo-jong, assessora o irmão e a cúpula militar sendo considerada a mulher mais poderosa da Coreia do Norte

Presença de Kim Yo-jong na cúpula do Vietnã demonstra seu poder e influência política

Um detalhe deste encontro entre Kim e Trump. A presença de Kim Yo-jong, irmã mais nova do líder norte-coreano. Ela é “alta funcionária” do partido oficial, e assessora o irmão em assuntos de estado e está prestes, segundo a mídia, em se tornar a mulher mais poderosa da Coreia do Norte.

Kim Jong-um fez seis testes nucleares em menos de cinco anos. Parou em 2017, porque especialistas afirmam não ser mais necessários a realização de testes. A Coreia do Norte seguiu os mesmos padrões de países como Índia e Paquistão, que também realizaram seis testes nucleares e depois desmantelaram esses sítios do prova. Kim já iniciou o desmantelamento desse sítios, mas avisou que seu país não vai se desfazer das armas nucleares.

População vietnamita acompanha cimeira entre Kim e Trump em meio a bateria de cinegrafistas ocidentais

Kim aprendeu a lição histórica o que significa confiar nos Estados Unidos. A elite norte-coreana e o mundo assistiram o que correu com Saddam Hussein de dezembro de 2006 e com Muammar al-Gaddafi outubro de 2011. O Iraque e a Líbia confiaram nos EUA e abandonaram seus projetos de capacidade de defesa. O Irão, também parece ter aprendido com Gaddafi e Hussein, pois tem apressado o passo em construir suas capacidades defensivas – a História ensina que os EUA costumam atacar e destruir países sem capacidade de defesa.

O portal recomenda acompanhar o site Sputnik Brasil que faz cobertura da cimeira de Hanói entre Trump e Kim com excelentes matérias.

Imagens: Sputnik

wikipédia

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