Novo normal do Brasil prevê higienização social; lassidão e atrelamento total aos EUA

Os que governam hoje o país jamais esconderam suas convicções, do ex-juiz que virou ministro da Justiça, passando pelos dirigentes da economia, ao núcleo militar, que de fato tutela o conjunto da obra, aí inclusa o Judiciário. Higienização, subserviência à potência estrangeira, farisaísmo moral, estão na esteira social que sustenta tudo.

A partir do Itamaraty, como face externa do novo normal no Brasil, o que se tem é o abraço de afogados com o lado que sempre perde. Integrantes do governo não escondem a crença que os seres humanos são divididos em raças, e que algumas são superiores a outras.

Imagem: preparação para cenas do filme Xica da Silva

Assim, o desejo inconfesso de “braqueamento" da família e do povo em geral foi cristalizado em pensamento já externado pelo general vice-presidente; o todo-poderoso do Banco do Brasil faz palestras simpáticas à higienização da Nação; ele diz acreditar que a “má colocação do Brasil em rankings internacionais de educação se deve não aos problemas do sistema de ensino do país, mas sim em virtude das crianças que nele estudam”.

Na frustrada guerra às drogas, por exemplo, São Paulo buscou o caminho da higienização tangendo negros, gente desocupada para longe ou confinando-os. A cracolândia segue no centro paulista, assim como bairros de classe média alta, agora estão cercados por favelas.

Prédio de luxo, em São Paulo, cercado por favelas, refletem o fracasso das políticas urbanas e sociais do país

A lassidão do país aceita que os pobres, sempre eles, são os responsáveis pelo atraso da Nação. Dessa escola fazem parte não apenas o núcleo bizarro que governa o país, mas poderosa parcela da sociedade.

Conheço professores prontos a prestarem juramento que as crianças brasileiras vindas de famílias pobres é que são o verdadeiro problema do sistema de ensino do país. Certamente as negras, os infantes procedentes dos campos e periferias das cidades.

Essas crianças têm origem em meios sociais marginalizados, portanto, bandidos em potencial serão. Vão à escola mal nutridas, com má formação neural e à elas se aplica a “solução final”, algo como uma profilaxia social.

A fraude começa quando o país se apropria até de símbolos de outros, como se fosse possível, num mundo globalizado plagiar livros, músicas, doutorados e sentimentos.

Mídia denuncia plágio de quadro ilustrativo(E) que foi feito por pintor comunista sobre nacionalismo no México(D)

De modo a justificar o pensamento absurdo que o país gasta excessivamente em Educação. Daí o ataque às universidades. Após destruírem o estruturado parque industrial que não produz mais e nem inova, a infraestrutura com a tal Operação Lava jato; esta outra anunciada, visa atacar aquilo que ameaça diretamente às elites: a educação.

Crianças pobres agora são "responsabilizadas" pelo fracasso da política educacional: higienização anunciada

Tudo acontece em meio à cruzada moral cristã de ódio alimentada em púlpitos evangélicos, grupos sociais.

E o que mais assusta, é que se não há governo, oposição menos ainda.

Reformas, ajustes que penalizam a maioria, parecem bem digeridas. Montadoras anunciam encerramento de atividades e seus operários parece entender, pois, por serem elite da classe trabalhadora, trabalhadores não se acham; metalúrgicas demitem em massa e o que se escuta em resposta é o silêncio dos martelos e bigornas.

Desde a guerra do Paraguai, o Brasil manteve coexistência pacífica com vizinhos; quadro agora é de agressão

Desde 1864 o Brasil não tinha diferenças políticas, ou disputas territoriais com países vizinhos que levassem a guerra; neste governo, em menos de 50 dias, o Brasil se presta para agredir a Venezuela em função da sua associação e alinhamento subalterno aos Estados Unidos – não por disputadas geopolíticas, mas por pura ideologia.

Se a política externa do Brasil se pautou ao longo de séculos pela não ingerência; se a forças armadas do país mantinha o foco na defesa, abruptamente isso rompido: o exército passa a condão de ocupação, está prestes a ser atrelado na cadeia de comando às forças armadas do Estados Unidos; vai precisar adotar uma doutrina que seja de agressão e não de coexistência pacífica com vizinhos.

A todo esse arrastão bizarro, a sociedade civil permanece paralisada diante da fraude orquestrada pelas forças fascistas que permaneciam adormecidas em cada igreja evangélica; em cada local de trabalho, em cada mesa de cafezinho. E ainda não acabou.

Da Redação

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