Como fascistas, evangélicos, mídia e classe média nativos se apropriaram da Arquitetura da Destruiçã

O desejo da família que governa o país e dos grupos que a rodeia é criar um ambiente de total ingovernabilidade, um ambiente de violência descontrolada nas ruas para justificar a implementação de um projeto ainda mais autoritário do que o demonstrado até aqui. A Arquitetura da Destruição está em marcha.

Se, os ideais estéticos nazistas serviram de base para as violentas práticas de homogeneização na Alemanha dos anos 30-40, o Pogrom tocado pela extrema-direita no Brasil a partir de 2013, e ainda em curso, visava, também a destruição do País.

Recapitulando: estimuladas por hordas fascistas, incrustadas nas estruturas do estado ou fora dele, museus foram atacados, peças de teatro foram proibidas promotores de Justiça; acrescente os ataques ao cantor e compositor Chico Buarque, à Lei Rouanet e, agora, a tacada mais dura com cortes de verbas que significam o fechamento de universidades federais e institutos federais de educação

Mas a Arquitetura da Destruição implode a todos. No regime instalado em Brasília – com apoio popular, nuca é demais lembrar – e que também revela-se autofágico, os ditos ministros “malucos” devem ser defenestrados, o próprio Messias também vai junto, por já ter cumprido seu papel de vencer pelo voto, o pós-Bolsonaro pode ser até mais sombrio pois a esquerda está feito biruta de aeroporto, e quanto o povo, o país não pode contar com ele.

Führer Adolf Hitler e seu estado-maior visitam museu; Arquitetura da Destruição começava pelas artes

Lula talvez saia da cadeia para recepcionar o ex-juiz Moro, numa calçada de Curitiba

Ele, Moro, também defenestrado e com seu sonho e planos de ser ministro do STF, elaborados na campanha e usado como moeda de troca com o Messias. Com a diferença que Moro não será mais juiz, talvez fuja antes para os Estados Unidos.

O bizarro na narrativa é que o Brasil poderá ser arrastado para uma guerra com um país vizinho, mesmo os nossos militares sabendo que, do ponto de vista bélico, o Brasil é um tigre banguela. Aliás, foi um diplomata sionista que assim definiu nosso país.

A pregação e a massificação popular para a necessidade de impulsionar essa “Arquitetura da Destruição”, não ocorrem em universidades ou em clubes da esquina, mas nas igrejas evangélicas, as de viés mais fundamentalistas. Aquelas cujos fiéis desfilam na “Marcha para Jesus” enrolados na bandeira de Israel.

Vajam só o quanto bizarro se mostra o Brasil nesta primeira década do século XXI. Milhares, talvez milhões de evangélicos se identificam tanto com o judaísmo que até se consideram. Formam uma espécie de “judeu novo”, ao contrário do que ocorria em Portugal e Espanha em 1600 com os judeus convertidos ao cristianismo.

Assistindo tudo aqui na primeira filha, não tem preço acompanhar os ditos sociais-democratas, a classe média apoiadora do golpe, os evangélicos que dão sustentação ao regime, ensandecidos com seu próprio navio naufragar, e seguir se comportando como aqueles músicos do Titanic, que seguem com a música até o fundo do mar; impagável observar estudantes de Medicina, que hostilizavam médicos cubanos em defesa de uma reserva de mercado que nem eles mesmos querem, se defrontarem agora com o fechamento de suas faculdades pelo seu líder preferido.

O Brasil é autofágico. Assistimos impagável e irreversível momento de desmoralização do Judiciário, o mesmo que conferiu legitimidade onde não havia para a destruição da democracia; elegendo o ex-presidente Lula como inimigo público número Um, para atender determinação do Departamento de Estado norte-americano;

Impactante é ser espectador e assistir uma família amiga de milicianos do estado do Rio de Janeiro ligados ao tal Sindicato do Crime, segundo dados da própria mídia, conduzindo os rumos do país enfiando ordens e decisões de goela abaixo dos militares, que julgávamos preparados para defender a Nação. Agora sabemos que são, realmente, entreguistas.

Ah! E o Petismo?

Os trabalhadores não são mais os mesmos, nem se consideram uma classe, viraram consumidores sem poder de compra e votaram no fascismo, e o dito Partido dos Trabalhadores e seus dirigentes podemos comparar aos mencheviques da Revolução Russa de 1917.

Governaram o Brasil por uma década dado curso à implantação do socialismo no país. Porém, do mesmo modo dos mencheviques, acreditavam que esta transição deveria ocorrer gradualmente, através de reformas políticas e econômicas.

Chegaram a nomear a maioria da Supremo Tribunal Federal, julgando-os juristas comprometidos com a defesa da Constituição, e foram esses mesmos nomeados que ratificaram da destruição da democracia e avalizaram a prisão do Lula.

Mas de levantar da cadeira mesmo e aplaudir, é assistir no palco onde se desenrola a tragédia brasileira o prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio dizer ao mundo:

Bill de Blasio, prefeito de Nova Iorque, fez papel político histórico, de causar inveja aos democratas brasileiros

Jair Bolsonaro aprendeu que os novaiorquinos não fecham os olhos para a opressão

"Nós fizemos um alerta para o fanatismo dele. Ele fugiu. Sem surpresas — covardes não costumam aguentar um soco. Já vai tarde, @jairbolsonaro. Seu ódio não é bem-vindo aqui", afirmou Bill de Blasio no Twitter.

"O ataque de Jair Bolsonaro aos direitos LGBT e seus planos destrutivos para o nosso planeta estão refletidos em muitos líderes — incluindo muitos aqui em nosso país. TODOS devem se levantar, falar e lutar contra esse ódio imprudente", completou o prefeito de Nova York.

Seria o prefeito da Meca dos brasileiros um esquerdopata?

Da redação

imagens Wikipédia

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