Guerra híbrida dos EUA por petróleo arrasta o Brasil, que aposta no lado que vai perder

No cenário da guerra híbrida travada entre Estados Unidos, China, Rússia, Irão, Turquia e Oriente Médio, o Brasil fez a opção pelo lado que vai perder. Tanto economicamente quanto do ponto de vista militar nos próximo 20 anos – ou menos.

O governo do Brasil ratificou sua posição de alinhamento com a política de agressão dos Estados Unidos de sanções econômicas a países não alinhados com a Casa Branca, ao não abastecer dois navios iranianos ancorados no porto de Paranaguá (PR) por falta de combustível não fornecido pela Petrobras.

A empresa Eleva, que fretou os dois navios para operações de importação de ureia, um fertilizante agrícola, e exportação de milho, afirmou que ela é a compradora do combustível e que, “não há risco para a Petrobras seja alvo das sanções norte-americanas.

Navios iranianos sem combustível para zarpar no porto de Paranaguá. Imagem Banda B

O presidente do Brasil foi claro ao ratificar o alinhamento do Brasil aos Estados Unidos na política de sanções ao Irão.

-“Sabe que nós estamos alinhados à política deles. Então, fazemos o que tem de ser feito”, enfatizando que não tratou do assunto com o governos dos EUA.

A adesão do governo brasileiro tem nítido apoio das instituições. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu na noite de sexta-feira um parecer favorável à Petrobras na disputa com a empresa Eleva Química Ltda, responsável pelos dois navios iranianos que estão parados desde junho a cerca de 20km do porto de Paranaguá.

Os militares não se posicionam ou não sabem o que fazer para evitar que o país mergulhe de vez e siga à reboque da política de agressão dos EUA.

Brasil exporta para o Irão principalmente commodities; ao tempo que sua política externa se alinha ao sionismo

No Brasil, cerca de 90% das exportações para o mercado iraniano são de produtos ligados à agropecuária. Os principais são soja, milho e carnes, mais especificamente a bovina. Apesar do receio dos investidores brasileiros do setor, até agora os números mostram que as sanções ainda não prejudicaram o comércio entre Brasil e Irã. Mas agora tomou o rumo diferente

É evidente que o Irão dará sua resposta, arrastando o Brasil direto para o cenário do conflito. A política de alinhamento tradicional do país com os Estados Unidos, foi agravada com a decisão do governo brasileiro em transferir sua embaixada para Jerusalém como forma de simpatia ao sionismo próprio das forças que governam o estado judeu.

O Irão, segundo analistas de política internacional, tem capacidade de defesa e deve estar preparado para qualquer cenário. Abateu recentemente um drone de espionagem dos EUA no valor de US$ 150 milhões, respondeu ao Reino Unidos apreendendo um petroleiro de bandeira Inglesa em resposta a outro petroleiro iraniano apreendido pela marinha inglesa em Gibraltar.

Um conflito imensamente longe da nossa realidade, mas que a política do Itamaraty busca tomar partido por questões ideológicas, influenciado pelo fundamentalismo evangélico brasileiro que apoia o sionismo em qualquer cenário.

No governo Dilma, a China aumentou seus investimentos em infraestrutura no Brasil, além de ampliar o comércio

Adicione ao cenário que o Brasil já integra à política de agressão internacional à Venezuela; na guerra comercial entre EUA e China formou trincheira ao lado dos norte-americanos, mesmo sendo a China o principal parceiro comercial do Brasil, e investidor de grandes empreendimentos de infraestrutura no país.

O Brasil vive processo acelerado de desindustrialização, economicamente está em recessão e perde protagonismo no cenário internacional, na mesma medida em que se apresenta como um tigre banguela do ponto de vista militar.

Optou pela bravata diplomática. Isso tem custo na guerra híbrida, pois ela pressupõe retaliações econômicas e militares.

Imagens GGN e Banda B

da Redação

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