Planalto sinaliza romper pacto federativo ao hostilizar governos dos estados nordestinos

Ao levar a guerra híbrida ao inimigo, a estratégia da distração sempre foi a melhor; a extrema-direita a tem usado com eficiência exemplar a ponto de aplica-la surpreende o grau com que os democratas e os partidos de esquerda têm se deixado levar por ela. O desnorteamento dos agrupamento políticos dos campos democráticos e popular é visível.

O presidente Messias, na semana que passou, numa conversa com seu braço civil no Congresso, revelou o lado obscuro das forças que ocupam o Palácio do Planalto, em retaliar os estados Nordestinos – região onde foi derrotado eleitoralmente – elegendo como alvo o Maranhão, governado por um político do PC do B, Flávio Dino, também ex-juiz federal.

E o fez pelo viés da discriminação sinalizando corte de recursos da União para o estado, e pelo preconceito enraizado contra nordestinos. Após a reação negativa, a emenda que ele recorreu foi mais grave, acrescentando o estado da Paraíba, governada por João Azevedo, político do PSB – demonstrando clareza que para ele e as forças que o elegeram, o pacto federativo e nada são a mesma coisa.

A distração no embate político é um recursos eficiente no conflito. Tanto que nós – paraibanos e nordestinos – nos focamos mais no preconceito e na descriminação, e não na violação do pacto da Federação. A cada bizarrice pronunciada, a Nação gasta semanas repercutindo enquanto articuladamente, a extrema-direita leva a cabo seu plano de submissão aos interesses financistas e de desmantelamento do país.

O episódio serve, também, de aferição dos ânimos e das posições políticas. Veremos, agora, se o governador João Azevedo, comprovará que está à altura do cargo. De qual maneira?

Não capitulando diante da avalanche fascista que varre o país – não esquecendo, por exemplo, que cidades como João Pessoa e Campina Grande – são polos eleitorais onde o fascismo venceu nas eleições para presidente.

João Azevedo talvez conte com o apoio da população numa inevitável queda de braço com o Planalto, porque é inútil esperar por apoio político das bancadas federal e estadual.

Ilustração do site Polêmica Paraíba questiona posicionamento da bancada paraibana no Congresso Nacional

Silêncio é o primeiro sinal da pusilanimidade; basta conferir o comportamento dos parlamentares paraibanos alinhados com o Planalto.

- Na política brasileira, o adesismo faz parte do comportamento histórico das nossas instituições e dos partidos políticos. Naturalmente se espera que estados do Nordeste e sua forte bancada no Congresso assim se comportem. Os estados por questões fiscais e financeiras; os políticos por fisiologismo natural, porém em momentos de crise.

Por outro lado, não há registro de críticas do governador João Azevedo ao Messias, apesar de militarem em partidos antagônicos. Sinaliza, então, que os apoiadores do Messias com mandato na Paraíba e com acesso ao Planalto “plantam” por lá a cizânia. Não aceitam a acachapante derrota eleitoral em parte imposta a eles pelo ex-governador Ricardo Coutinho.

João Costa

Imagem Polêmica Paraíba

Por Trás do Blog
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