Invasão da embaixada da Venezuela: EUA provocam Rússia e China usando o Brasil como ariete

Os Estados Unidos, ao longo dos últimos 50 anos, esbanjam espertise quando recorrem à manipulação da opinião pública para abrir caminho para intervenções militares, deslanchar guerras híbridas ou de ocupação. O primeiro passo é a provocação, quase sempre tendo força de quinta-coluna como aliada. Foi assim para iniciar a Guerra do Vietnam quando forjaram um ataque a um navio dos Estados Unidos no Golfo de Tonkim, em 1964. Outra armação, foi Guerra do Golfo, em 1991, em que o mundo todo chupou a manga estragada vendida pelos Estados Unidos, de que o Iraque tinha armas químicas e\ou nucleares.

Em fevereiro deste ano, foi a vez da Venezuela. Com a ajuda do novo regime que governa o Brasil, os EUA forjaram uma provocação, criando uma “ajuda humanitária”; tendo a colaboração do quinta-coluna, Juan Guaidó, que prontamente foi barrada pelo governo Venezuelano, que esboçou reação militar.

Imagem; invasão da embaixada da Venezuela

Primeiro porque a Venezuela tem relativa capacidade de defesa, segundo, porque a armação contra a Venezuela, vem no rastro de outras e suscedeu os acontecimentos de 2013, no Brasil, e que resultaram na colaboração interna de juízes, procuradores, meios de comunicação e igrejas evangélicas e ulterior Operação Lava jato, golpe contra Dilma, prisão do Lula para afastá-lo do pleito eleitoral, eleição das forças políticas lideradas pela extrema-direita e pelas igrejas evangélicas, que hoje governam o país.

Na semana que passou, na Bolívia, outro golpe militar obteve sucesso, desta feita não liderado pelos generais de exército, mas pela Polícia Militar, baixa oficialidade das forças armadas e, mais uma vez, igrejas evangélicas. A força política deste credo religioso tem se tornado assunto de segurança nacional em toda América Latina, por demonstrar intolerância contra outras religiões, partidária da violência e de ações militares contra civis.

Wladimir Putin, presidente da Rússia; apoio militar a Venezuela e colaboração com Bolívia; alvo das provocações

Esta semana começou em Brasília, um encontro dos BRICS – acróstico para uma coordenação de países como Brasil, Rússia, China e Índia. Este organismo, criado em 2006, para o Estados Unidos, representa uma ameaça econômica e militar. Dispõe de um banco poderoso, e reúne as economias que vão dominar o mundo neste século: China e Índia. Associados à Rússia, esses países apresentam musculaturas militares, econômicas e tecnológicas – o Brasil ficou para trás.

O Brasil está descartado, exatamente por perder protagonismo internacional, ser um banguelo do ponto de vista militar, e de ter dado uma guinada pró-Estados Unidos de tal forma, que em menos de dois anos ( governo Temer e início deste), as forças associadas aos EUA foram capazes de destruir a engenharia pesada, a pesquisa, revogar direitos trabalhistas, dificultar aposentadorias e entregar empresas estratégicas através de privatizações.

Para agravar o quadro, no dia da chegada dos principais líderes dos BRICS, exilados venezuelanos de extrema direita, com apoio do tácito do governo brasileiro, invadiram a embaixada venezuelana, em Brasília. Sem levar em conta que, nestes casos, o princípio de reciprocidade de se aplica, o que levou pânico aos diplomatas brasileiros pelo mundo afora. O O Brasil demonstrou imenso desapreço pela diplomacia e deixou claro que seu alinhamento com os EUA beira ao servilismo.

E o pior nas relações internacionais ainda está por vir. O atual governo, ao agredir o futuro governo da Argentina, colocou em risco as já difíceis relações econômicas no Mercosul – o que pode levar à bancarrota o que resta da indústria nacional como principal exportadora para o mercado argentino.

Xi Jiping líder da China, principal economia do bloco e que se tornará primeira potência econômica e militar

Esta reunião dos BRICS vai deixar claro que Rússia e China, querem uma parte – talvez a parte do leão – do que restará da economia nacional, uma vez que a China já detém um controle significativo do comércio externo do Brasil, mas ainda falta vencer na área tecnológica 5G. Recentemente socorreu a Petrobras no leilão de 2 poços do pré-sal. Vão controlar das commodities ao pré-sal da economia brasileira.

Ao provocar Putin e Xi Jiping, que apoiam o governo da Venezuela, e cooperavam o da Bolívia, os EUA, usando o Brasil como Títere, manda um sinal de guerra híbrida contra Rússia e China, e tendo o país como ariete. Emfim, nada esta tão ruim que não seja piorado, pois segue em vigor entre nós a famosa Lei de Murphy. Algo como: se o Brasil nunca deu certo um dia, porque haveria de dar agora ou no futuro?

Opinião

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