“Quem Foi que inventou o Brasil”, textos para discussão nos ensaios; peça estreia em dezembro

O blog publica a seguir, texto de orientação para discussão com elenco do exercício teatral, “Quem Inventou o Brasil”, coletânea de textos organizados por João Costa, para um esboço de Teatro de Revista. Ensaios ocorrem nas salas do Núcleo de Teatro da UFPB. A partir do ponto, texto para discussão.

Através do teatro, ou por aquilo que a teatralização da vida pode proporcionar, a maturidade emocional precisa ser entendida como um aspecto essencial de seu processo de desenvolvimento como pessoa e, ao contrário do que se diz por aí, expressar seus sentimentos não é um sinal de fraqueza. Extravasar raiva ou frustração ajuda a aliviar a pressão e o estresse, o que melhora sua qualidade de vida.

Imagem divulgação da peça Último Assalto de Um Casamento

Expressão - A expressão corporal é um dos pontos mais precisa ser trabalhada , pois é necessário saber como se posicionar no palco e estar atento a seus gestos durante uma encenação, além de utilizar o tom de voz mais apropriado (escolhido). Tem uma verdade: o corpo fala e reflete sentimentos, daí a importância de conhecê-los e controlá-los.

Direcione sua cabeça ao público - O rosto, elemento fundamental para que um ator transmita as emoções do personagem ao público, faz parte das técnicas de expressão corporal que não devem ficar de fora das interpretações de todo o ator de teatro.

Face a face - Se elevar ou abaixa a cabeça são técnicas de expressão corporal importantes para que o público se identifique, a expressão facial é outro elemento crucial das técnicas de expressão corporal. Para garantir que seu rosto será capaz de transmitir o que está escrito em um papel é repetir aquilo em frente a um espelho. Finja estar triste, feliz, com raiva, com ciúmes e por aí vai.

Seu tronco - Uma boa técnica de expressão corporal envolve relaxar e deixar seu corpo o mais leve possível, agindo com naturalidade. Caminhe sempre em posição ereta, e não adote posições exageradas na hora de atuar.Treine cada movimento, sabendo responder às mudanças que o personagem obriga.

Q.E – Quando nos referimos a quem é inteligente, muita gente logo se lembra da sigla “Q.I”, o quociente de inteligência. Na psicologia, foi desenvolvido um conceito do “Q.E”, o quociente emocional. É um fator que pode ser determinante para o acerto na interpretação e a harmonia das nossas relações interpessoais. Isso tem a ver com a capacidade de conhecer as próprias emoções e saber aplicá-las. Além disso, ter inteligência emocional diz respeito a saber se automotivar e ter empatia ao reconhecer as emoções dos outros.

O teatro essencial – O teatro essencial é o de imagens reveladoras, o teatro que “refaz os elos entre o que É e o que não É”. Por isso a necessidade de entender as EXPRESSÕES e GESTOS antes da palavra chegar ao público. Esta é a condição poética das criações interpretativas, segundo Antunes Filho em seu teatro).

Espetáculo precisa comunicar às pessoas aquilo que as palavras não podem expressar

Teatro de revista – O que fazemos aqui é um esboço do teatro de revista – ou colagens/coletâneas. A arte, verdadeiramente, reside no ato de transformar o realismo em veículo de dados metafísicos (A metafísica como a base da Filosofia e também o ramo responsável pelo estudo da existência do ser).

Buscamos um pouco de comédia - Neste gênero teatral, sejamos como o comediante que não se deixa dominar pela EMOÇÃO: domina‑a; não se contenta em mostrar só os aspectos exteriores, interessa‑lhe o espírito que anima todas as coisas e só nele encontra interesse dramático. Evita as emoções e permanece frio, equilibrado, observando tudo o que ocorre e o comportamento das pessoas; seu trabalho consiste em imitar a natureza.

Precisamos ser metade comediante, metade dramático

A dicotomia imitação calculada (comediante) e emoção autêntica(ator comum) tem raízes no teatro natural.

Perguntas: A ideia natural é de que o que ocorre em cena deve ser autêntico?

Devemos fortalecer a crença de que o ator deve sentir a emoção que representa?

Ou a emoção é ferramenta de trabalho do ator/atriz que se encerra ao final de cada apresentação?

Por Trás do Blog
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