Covid-19 e a epidemia de Meningite de 1971 mostram a face sinistra do Brasil e seus governantes

Entre 1971 e 74 o Brasil enfrentou uma epidemia letal de meningite; isso num período sombrio em que o país vivia uma ditadura. Os procedimentos adotados na época foram semelhantes aos de agora, porque tratava-se de padrão de comportamento – como o isolamento de pessoas - e destinar à Ciência recursos ilimitados para enfrentamento das epidemias que recorrentemente surgem na trajetória do homem na Terra.

Como é sabido até “mundo mineral”, na década de 70 o país vivia sob uma ditadura feroz, e a censura imposta à imprensa escondeu da população a gravidade daquela situação, embora todos convivessem com ela; escolas foram fechadas, quebra na cadeia produtiva, fugas em massa de presídios.

Ao contrário do momento atual, que vivemos num regime democrático, ameaçado diariamente até pelo próprio presidente e suas milícias espalhadas nos estados. Eles precisam e vão ser contidos de maneira honrosa ou sem honra.

Imagem: paramédicos em campanha de vacinação deem massa; 1974

Há uma corrente de pensamento que enganosamente se sobressai sustentando que é “preciso salvar primeiro a economia e pensar nas pessoas depois”. É o normal da natureza sinistra daqueles que governam o país, e que a Nação precisa removê-los, prendê-los – é preciso enfatizar. Num futuro não muito distante, serão julgados por crimes contra a humanidade.

Todas as Nações estão numa corrida frenética para conter o Covid-19; a Ciência buscando a medicação e a vacina, e os governantes com seus economistas tratando de salvar pessoas e empresas. Mais uma vez, o estado é necessário para salvar a todos – inclusive o “deus mercado”.

Imagem do portal Clickpb

Empresários do setor varejista de João Pessoa, em protesto que foi rejeitado com vaias pela população

Mirando bem para as favelas e bairros pobres com barracos de um cômodo só abrigando crianças, adultos e idosos que dependem da ação mínima do estado, com escolas com comida para as crianças, renda mínima para idosos e sub-emprego ou a falta dele para os adultos, não precisa ser sensato para deduzir a necessidade urgente de uma renda mínima para todos.

Até para salvar pequenos empresários que protestam pedindo a reabertura de seus negócios, como ocorreu em João Pessoa e outras cidades, atos rechaçados pela população e governos estaduais.

Centro Histórico de João Pessoa: ruas desertas; imagem do historiador Jerdivan Nóbrega

Os demais países estão buscando e efetuando isso. Mas no novo normal do Brasil, segue a disputa pela narrativa.

Sabemos que aqueles que controlam a narrativa, dominam as pessoas, são capazes de arrastarem uma Nação ao caos, como fazem aqueles que governam o Brasil, ou conduzem a sociedade na busca pela felicidade geral. Primeiro as pessoas; depois a economia. Até porque na forma como ela tem funcionado inevitavelmente leva à bancarrota.

A economia do Brasil não está na Bolsa de Valores. A sua salvação reside nos trabalhadores e empresários que produzem.

Esperando pra ver quem, quando e como vai encostar os banqueiros contra a parede e confiscar deles tudo o que for necessário para socorrer quem produz e trabalha. Eles, a esta altura, estão drenando montanhas de dinheiro para o exterior; precisam ser contidos, inclusive àqueles que os defendem.

Como em 1974, fiquem em casa. Principalmente idosos e crianças.

Imagens Empresas e Negócios

Portal Clickpb

Jerdivan Nóbrega, historiador

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