Covid-19: Além de prisão domiciliar, o encerramento econômico e restrições às liberdades individuais

Para conter a pandemia do novo coronavírus, um terço da população mundial vive hoje em prisão domiciliar, fechadas estão lojas, aeroportos, empresas, atividades culturais e esportivas; busca-se, apressadamente, uma vacina, para depois encontrar uma explicação para tudo que ocorreu, e para o futuro sombrio que aguarda a todos. Por enquanto, como sentencia o jornalista Bob Fernandes, assistimos récuas pelas e avenidas do Brasil paralisado como uma locomotiva descarrilada.

Analistas – e são muitos – apontam que, antes de 2022, não será possível o estado de normalidade que vivíamos até 2019. Governos comprometidos com seu povo, esboçam planos para retomada da economia. Mas para atender qual demanda?

Locomotiva descarrilada. Imagem de ilustração

Vamos por partes, como diria o açougueiro. Aeroportos certamente serão reabertos, porém as empresas de aviação civil – muitas – vão desaparecer. Além dos idosos, jovens esportistas e homens de negócios vão desaparecer como clientes; elas mesmas vão precisar de reengenharia, pois viajar em poltronas apertadas e trocando cotoveladas – isso não vai ser mais possível.

O turismo ao redor do mundo responde por boa parcela da economia. Tal economia também depende de aposentados gastando o “seu rico dinheirinho”, e funciona em torno de hotéis, centro de convenções (para feiras e encontro de negócios e troca de conhecimento), grandes shows, espetáculos menores, museus, teatros e parques. Uma máquina azeitada por aglomeração de pessoas – eventos que já desapareceram e vão demorar a voltar.

Os estádios estão sendo ocupados por hospitais de campanha, e é pouco provável que voltem a ter dias de glória com suas arquibancadas balançando ao som ensurdecedor das torcidas. Como clubes de futebol, que funcionam como empresas, serão reativadas?

O dinheiro dos governos destinado à publicidade, e que sustenta agências e empresas de mídia vai, certamente, minguar. Vão precisar de muito dinheiro para ser empregado em infraestrutura e no socorro à milhões que vão depender de renda mínima do estado – além da necessidade urgente de aumento, sem limite, nos gastos com educação e pesquisa.

Récua de burros atravessa o campo. É como parcela do povo se comporta durante o singular "estado de sítio"

Bares, restaurantes, modalidades de comércio como shoppings (templos do consumo), também vão precisar de reengenharia.

Religiões que movimentam milhões com promessa de cura, salvação, solução para problemas financeiros e matrimoniais, ou mesmo para defenestrar demônios vão precisar de mudança na liturgia.

O mais trágico e importante. A sociedade vai referendar atos governamentais de restrição das liberdades individuais.

Já estamos em estado de sítio, não para conter convulsões sociais. O caso do nosso Brasil ainda é mais desesperador. Sem uma elite confiável para liderar o País – à esquerda ou à direita - governado por militares que se mostram descompromissados com um projeto de Nação, mas respirando ideologias e soldos, vão precisar de “outro inimigo” para combater. Ele já apareceu, é invisível, viaja sem conhecer geografia ou fronteiras e não poupa nem os ricos.

Na agenda, adianto das eleições municipais, governadores e prefeitos correndo atrás dos efeitos do novo coronavírus, tocados ou mesmo afetados na busca pelo controle da narrativa - que não para nunca.

Opinião

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