Pandemônio Louco: mídia e instituições dizem que o Presidente atravessou o Rubicão; médicos arriscam

O comandante supremo das forças armadas é o presidente República, que lidera uma manifestação pelo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal em frente ao quartel general do Exército. Isso no decorrer de uma pandemia que já matou dezenas de brasileiros e mantém outros tantos em leitos de UTIs esperando a morte ou a salvação; isso do lado de fora dos muros do quartel-geral; e ele é o comandante dos que estão do lado de dentro.

Quem de fato ele comanda, a turba ignara que segue crenças em descompasso com as prescrições médicas, composta por milícias paramilitares, setores da classe média ou as Forças Aramadas aquarteladas? Ou todos eles?

Do outro lado, temos a mídia, as instituições que discordam dos métodos do tenente Messias, que já fora excluído do próprio Exército, mas que chegou ao poder pela força do voto - não pelo seus méritos como militar, mas por conjunção de forças levantadas, de novo, com apoio dos EUA – tal como em 1964. Ditas instituições que minimizam as declarações, toleram e até simpatizam.

Ilustração: manifestantes oram em atos que pedem o fechamento do Congresso e do STF

O Judiciário, a mídia nativa, as congregações evangélicas, o Congresso em sua maioria, enfim, 1/3 da Nação o apoia; podem até discordar dos métodos, mas são coesos no apoio ao mérito, que é de ódio de classe, de rejeição às normas democráticas, de ódio declarado aos trabalhadores; pela implantação da reformas que subtraem direitos dos trabalhadores. Tudo isso em uma coalizão que se contrapõe, inclusive, às medidas sanitárias de combate ao coronavírus.

Jornais que apoiaram o Golpe de 2016 e a ditadura condenam método por seus interesses contrariados

"Bolsonaro tem sido um fator de desestabilização", diz editorial do jornal da família Marinho, a mesma que apoiou a ditadura militar e o golpe de 2016. "Em suas idas e vindas, presidente ataca as instituições e recua, mas com isso aumenta as tensões no país", acrescenta o jornal família que caiu em desgraça junto ao governante. Certamente é movida por interesses contrariados.

Já o jornal da família Mesquita, O Estadão, diz, “o presidente Jair Bolsonaro assumiu de vez que é candidato a caudilho"; "não é possível dizer que Bolsonaro desta vez passou dos limites, pois, a rigor, ele já os havia ultrapassado quando, ainda militar, se insubordinou ou então, quando deputado, violentou o decoro parlamentar seguidas vezes”, lembra.

“No primeiro caso, recebeu uma punição branda; no segundo, nem isso. Ou seja, a pusilanimidade das instituições ao lidar com Bolsonaro deu-lhe a segurança de que, para ele, não há limites, salvo os ditados por seu projeto autoritário de poder", revela o texto, talvez escrito por uma Madalena nem tanto arrependida assim. Também com interesses contrariados. Se serve de curiosidade, o governante é seletivo na distribuição dos milhões reservados à propaganda institucional.

Conciliadores afirmam que o inquilino do Palácio do Planalto atravessou o Rubicão, como se ele tivesse, feito César e as legiões romanas, um riacho para atravessar

Médicos respeitados no seu mister estão surpresos com líderes eleitos, mundo afora, com nítidos comportamentos de psicopatia, que não escondem seus instintos autoritários e genocida, que mentem descaradamente, e com tendência a causar o mal. Deliberadamente, individual ao coletivamente. E com apoio popular, independentemente do grau de instrução de cada cidadão.

É bem possível que 1/3 dos brasileiros padeçam desse mal, acredito; somado a isso, tem o sentimento de vira-lata, o fascismo arraigado na população, nos últimos 30 anos potencializado pelo fundamentalismo evangélico de todos os matizes.

Cena do filme "Silêncio dos Inocentes", talvez sirva para ilustrar o canibalismo da política brasileira em relação ao seu povo

Governantes com cérebros reptilianos são eleitos com apoio das redes sociais não só no Brasil

O diagnóstico é que o do Brasil e EUA, por exemplo, têm cérebro reptiliano que psicólogos traduzem como sistema límbico. Boa coisa, tal diagnóstico não pode significar, mas 1/3 da população brasileira segue assim, abraçada a psicopatia, se comporta.

Para fechar, temos uma pandemia e estamos em prisão domiciliar por conta dela. A democracia se esvai sem tanques ou baionetas nas ruas. Para melhorar e normalizar a situação com teatro, shows, volta do empregos para os que perderam ou a conquista deles para os que nunca conseguiram, ainda vai piorar muito.

Opinião

Imagens: Primeiras Notícias

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