Governo de extrema-direita derrete: Moro sai atirando e acusa Presidente de cometer crime

O governo de extremadireita liderado por Jair Bolsonaro derrete, em meio à demissão do seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, que saiu do governo atirando e acusado o Presidente de cometimento de crime de responsabilidade: o de trocar o diretor da Polícia Federal para ter alguém que o avisasse sobre investigações de crimes ligados à sua família. A denúncia pode abrir caminho para um impeachment, somando-se a dezenas de outros que encalhados na Câmara Federal. Durante o programa Correio Debate, o radialista integrante da equipe de apresentadores, João Costa, que está de quarentena em isolamento social, foi requisitado pela produção para avaliar a saída de Moro ( ouça na aba Diário da Quarentena)

Em entrevista ao vivo, Moro fez uma delação dos atos supostamente criminosos do presidente Bolsonaro que quis trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas de investigações ligadas à sua família.

“O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF”, denunciou Moro.

Foto: www.migalhas.com.br

“Isso não é função do presidente, ficar se comunicando com Brasília para obter informações que são sigilosas. Esse é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um Estado democrático de Direito”, avaliou, citando novamente o nome da ex-presidente Dilma Rousseff, sobre quem reconheceu ter dado autonomia à PF durante a Lava Jato.

Espera-se desdobramentos da crise na Câmara Federal e no STF

Da página do STF - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, seja citado no Mandado de Segurança (MS) 37083, impetrado por dois advogados para que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, analise, em 15 dias, a denúncia por crime de responsabilidade protocolada por eles. O ministro observou que, segundo a Súmula 631 do Supremo, a citação de Bolsonaro, na qualidade de litisconsorte passivo necessário, deve ser providenciada pelos advogados, sob pena de extinção do processo sem análise do pedido (mérito).

O relator explica que a citação é uma providência essencial ao regular prosseguimento da ação, pois a eventual concessão do mandado de segurança afetará a esfera jurídica do presidente da República.

O ministro também solicitou informações prévias ao presidente da Câmara dos Deputados, apontado como autoridade coatora na ação por ainda não ter se pronunciado sobre o pedido de impeachment. Segundo o despacho, Maia deverá se manifestar, inclusive, sobre o conhecimento do mandado de segurança.

Por Trás do Blog
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