1º de Maio da capitulação e humilhação dos trabalhadores e do triunfo farisaico da moral e da serven

De pouca serventia tem recapitular o significado do 1º de Maio para trabalhadores que não se reconhecem como força motriz da riqueza e da sociedade, ainda que estejamos em um período sombrio em que um vírus letal ameaça a humanidade e que, particularmente, o Brasil enfrente a avassaladora ascensão do fascismo com uma camarilha de celerados instalados em Brasília; a imagem de trabalhadores ajoelhados em Campina Grande é a real tradução do espírito de classe que permeia o Trabalho.

Quais ganhos os trabalhadores podem contabilizar ao longo dos últimos quatro anos?

Seriam os trabalhadores brasileiros tão ingênuos ou ignorantes a ponto de acreditarem que as reformas trabalhistas, ainda que inconclusas, são essenciais e caminho acertado para a abertura de mais vagas ou a instalação do paraíso aqui na Terra?

Imagem de trabalhadoras ajoelhadas, em protesto pela reabertura do comércio em CG, dominou nas redes sociais

Seria o desespero e a demência coletiva responsáveis pelo domínio do fundamentalismo evangélico, instalado em cada bairro dos grandes centros urbanos, em cada vila ou em distantes redutos do campesinato?

Quais lições tirar da atual quadra, em que os trabalhadores e seus dirigentes, encrustados em aparelhos partidários como os PCs e o PT, desperdiçaram em oito 12 anos de relativo poder de mando, na adoção de firulas jurídicas como o modo republicano de agir nas tais instituições de estado?

Trabalhadores rezam durante protesto pela reabertura do comércio, Ministérios Públicos abriram investigação

As reformas e as políticas em vigor destruíram o emprego e fontes de renda sem uma reação efetiva de partidos ou sindicatos; a uberização tornou-se boia de salvação para classe média que se considera, pensa e age, como se classe dominante fosse. A destruição da riqueza acumulada pela Nação se esvai dia-a-dia pela dominância farisaica da narrativa moral e da supremacia do credo Cristão.

O novo coronavirus em circulação agindo como “O Ceifador” da espécie, não distingue classe social; aliás, homens e mulheres, os mais ricos ou de classe média, foram as primeiras vítimas antes do vírus chegar às feiras livres e bairros pobres.

Assistimos ao deblaque do imperialismo norte-americano, com seus exércitos acentuadamente atingidos pela Covid-19 a ponto de neutralizar sua frota de agressão no Pacífico, estancar a agressão da Casa Branca contra países como Irão e Venezuela, enquanto seus métodos e doutrina governam o Brasil.

Ajoelhados e rezando, trabalhadores protestam na principal rua comercial de Campina Grande, final de abril

Devidamente, não acredito que os trabalhadores ajoelhados em Campina Grande em protesto contra a quarentena – que tem negado à pandemia a vida de idosos e, até, dos mais saudáveis, tenham sido pressionados pelos patrões.

Prefiro acreditar na efervescência do novo normal do Brasil, que para melhorar um dia, ainda vai piorar muito.

Imagens captadas das redes sociais

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