Escalada de golpe militar com Ten. Messias no comando é real; Congresso e instituições acovardadas

A fase que começamos a viver esta semana, chama-se de afunilamento do caos. De um lado, uma pandemia de ceifa a vida de milhares de brasileiros, derruba a economia e mantém o medo rondando nossas casas.

Do outro, a escalada protagonizada pelo presidente em desfechar, com ele no comando, um golpe militar capaz de materializar o terror de extrema-direita, de cunho evangélico. É preciso barrar esta escalada, trata-se de visível acumulação de forças, e uma hora qualquer no futuro próximo, não haverá condições, nos marcos da democracia, de barrar.

Pelo grau de organização, adesão de setores da classe média e do empresariado de Brasília, a manifestação deste domingo, 04, demonstra a articulação contra o estado democrático.

O que faz Rodrigo Maia, presidente da Câmara?

Comete crime de responsabilidade ao sentar em cima e não dar prosseguimento a vários pedidos de impeachment. Ele, o seu partido e os demais estão nesta patranha?

Qual a explicação para atitudes vacilantes das instituições ditas democráticas?

Imagem: retirada do portal 247, manifestações do domingo 04 de maio 2020

O acovardamento do Congresso é real.

E o como se posicionam os parlamentares da Paraíba?

O STF – o mesmo que avalizou o golpe de 2016 e a fraude eleitoral de 2018 – parece ser a única reação e com capacidade de afastar o inquilino do Palácio do Planalto.

O que fez e faz o presidente?

Ameaça e segue cometendo crimes de responsabilidade e comuns.

Ele vem numa escalada, em ameaças aos governadores - o que sinaliza uma crise de secessão capaz de esfacelar a Federação. A agressão aos estados da região Nordeste tem sido a marca deste regime; agressão também é dirigida ao STF, que investiga membros de sua família e ele próprio.

Faz ameaças porque sabe que tem apoio nas bases das polícias militares, do Exército, em setores dos ministérios públicos, no judiciário e nas milícias armadas e nas igrejas evangélicas espalhadas pelo país. Recompor a ordem democrática talvez não seja possível, se a ameaça não for contida e defenestrada do poder.

O que significa a exposição das bandeiras de Israel e dos EUA tremulando no Palácio do Planalto?

É preciso indagar das representações diplomáticas desses países, o que significa. Ou trata-se do fundamentalismo evangélico tabajara, partidário do sionismo, em sincronismo com a direita evangélica dos EUA.

Não precisa adivinhar que estamos diante de uma tragédia civil anunciada com sangue nas calçadas.

Imagens retiradas dos sites DCM e 247

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