Artigo de Gesiel Cândido aborda conjuntura do país em meio à pandemia e ameaças ao estado de direito

LIBERDADE AMEAÇADA – O QUE FAZER?

Qualquer pessoa que olhe ao redor, vê a vida humana se apresentando complexa, confusa e violenta. São menores abandonados, indigentes dormindo debaixo das marquises, sob jornais; famílias na miséria, crianças desnutridas, pais desiludidos; não possuem casa, sem comida diária, nem roupa e nem saúde. Oprimidos pelo autoritarismo e pela miséria; outros muitos são transformados em vítimas da violência da guerra e das perseguições, impedidos de participar da vida familiar, das decisões políticas, do esporte, do lazer e da cultura.

A grande causa da realidade miserável que vemos todos os dias são: o desrespeito, a violação e a mutilação de nossos direitos, até porque, vivemos no Brasil, em um estado de penumbra, escondido sob o capacete do autoritarismo e nas artimanhas política demagogas.

Em 2018, foi eleito um presidente da República, e dele, começou-se a se formar um monstruoso abcesso de ilegalidade, uma situação pandêmica que estamos vivendo.

Ele, o presidente, misturar-se na rua com a multidão, mostrando a todos nós uma sensação de insegurança, de medo, que ele mesmo esconde e ainda debocha com palavras e frases de efeitos ou poses teatrais com sotaque monótono tornando seus discursos inexpressivos sem qualidades.

Sempre foi e sempre será um mestre em cometer erros, omissões muitas vezes com sentimentos hostis e cheios de ilegalidades, sem nenhum temor dos riscos da lei, pois isso é típico dele.

- Debochar da Lei.

Congrega o poder que ele acha que é seu e não do povo e o desloca ao culto, transformando e maganeando seus apoiadores a uma seita como se fosse uma religião qualquer. Esse povo que o apoia acredita, de pés juntos, nos seus ideais e ainda são capazes de perpetua-lo como o maior líder brasileiro.

A filosofia é clara de que o Triunfo de uma líder pode ser a tragédia de amanhã e o respaldo disso, está na expressão dogmática, na lavagem cerebral e na onipotência do aparato estatal, ou até no falso patriotismo, pois esses mesmos que se dizem patriotas não são e nunca foram genuinamente patriota e nem tem o espirito cívico

heroicos.

Acreditam nos rituais religiosos de glorificação do que no patriotismo e no culto da personalidade. A tragédia desse povo que o aplaude será inevitável.

Com suas frases de efeito como: “eu não sou coveiro”: “eu sou a Constituição” “quem manda sou eu” ele consegue, disfarçar todos sentimentos com as qualidades, habilidades, porém, todas elas

negativas e confusas.

O pior, é miopia contrária e calada e sabe-se lá o porquê disso. Se tivéssemos criados dispositivos na Lei, para dar segurança democrática em defesa da sociedade, seja de qual forma viesse, poderíamos ter alcançado uma nova liderança autêntica e assim, notadamente, não estaríamos passando por essa confusão mental e institucional republicana.

Político surge da deformação política e dos princípios democráticos

Sabemos que esse Presidente, surgiu da deformação política e dos princípios democráticos, e veio a reboque, trazendo consigo uma grande parte de brasileiros com de raízes alienação maléficas e alienados, muitos deles com o seus cérebros e neurônios reduzidos pelo menos é que veem demonstrando com suas atitudes combinados com as tomadas de decisões desse presidente. Isso assombra o povo e o país.

É preciso ter cuidado com que vem acontecendo no Brasil, principalmente com os valores da nossa democracia; tudo parece novo, porém perigoso, mas certamente não o é. É preciso também ter racionalidade e competência e isso só se consegue com organização de luta coletiva, até porque, os nossos direitos são muito bons e estão acima das máquinas, dos lucros, das armas, dos partidos políticos e do próprio sistema.

E para concretizar, é preciso lutar e sonhar com ela. O sonho não alimenta só a alma, alimenta também a luta!

O mais importante, agora, é tomar consciência e não tampar os olhos para essa triste realidade.

O do olhar perdido do indigente não é outro senão o da descrença; do olhar vivo do menino de rua, da tristeza dos indígenas, do rosto triste dos idosos e abandonados e tantos outros que não direito nenhum e os que tem não sabem a quem recorrer.

Muito tempo vai passar e provavelmente nem eu e nem você, iremos ver que esses brasileiros, igualmente, vão passar boa parte de suas vidas – senão toda ela, sem poder exigir seus direitos tão fundamentais para suas vidas, como a moradia, a vida, a liberdade, a igualdade, a saúde, a educação, a segurança, a defesa, a propriedade, ao trabalho e ao direito de reunião e de associação.

Gesiel Ataíde Cândido é empresário e advogado com atuação em João Pessoa

Imagens retiradas de: Carta Capital

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