Vídeo da reunião ministerial revela o racha da extrema-direita que governa o país e ameaças à democr

O que eles disseram e do que são capazes; o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, exibido um mês depois, chama a atenção para alguns fatores.

Primeiro ponto: a principal acusação de suposto crime administrativo de interferência da Presidência na PF, não partiu do Congresso, da PF ou de partidos de esquerda ou de centro. A origem da denúncia é Sérgio Moro, ex-ministro desse mesmo governo e que lidera a facção da extrema-direita em dissidência entre eles.

Os partidos, a sociedade pouco ou quase nada podem fazer. A não ser reforçar os pedidos de impeachment, e transformar as mídia sociais em muro de lamentações, uma vez que vivemos algo parecido com uma “ditadura-médico-institucional” por conta do isolamento e das medidas assertivas dos governadores e prefeitos.

Imagens da TV Record. Reunião ministerial que evidencia racha na extrema-direita, entre Moro e os demais

Segundo ponto. De um lado, faz crescer ainda mais o tenente Messias como uma ameaça real à democracia em contraponto à colaboração e apoio das igrejas evangélicas, militares do exército e das PMs, com imensos contingentes associados ou integrantes de milícias armadas. Esse 1/3 da sociedade pede, desde 2013, uma ditadura militar com apoio empresarial e da mídia bolsonarista nacional, inclusive, a daqui da Paraíba.

O que disse Bolsonaro:

“É fácil impor uma ditadura aqui, o povo está dentro de casa. Aí vem um bosta de prefeito que faz uma bosta de um decreto, algema e deixa todo mundo dentro de casa”, disse Jair Bolsonaro, na reunião ministerial de 22 de abril, Repetindo o tempo todo o artigo 142 da Constituição que prevê a instauração do estado de sítio, o fim das liberdades individuais, uma ameaça já feita em 2018 pelo então candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, o general Mourão.

Apesar da censura a alguns trechos da reunião, verificou-se a agressão a e ofensas a países como a China e o Paraguai. O que pode causar imenso prejuízos ao agronegócio, setor que apoia a extrema-direita e o governo.

Ministro culpa China pela Covid-19 e cobra do país asiático um Plano Marshall para cobrir prejuízos

O que disse na reunião do ministério o ministro da Economia, Paulo Guedes: ele afirmou que a China é, para o Brasil, “aquele cara que você sabe que você tem que aguentar”, ressaltando que, apesar de os dois países estarem em polos geopolíticos diferentes, o gigante asiático é o principal mercado das exportações brasileiras.

Disse: “A China é aquele cara que você sabe que você tem que aguentar, porque para vocês terem uma ideia, pra cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China”, afirmou Guedes para acrescentar:

“Você sabe que ele é diferente de você. Você sabe que geopoliticamente você está do lado de cá. Agora, você sabe o seguinte, não deixa jogar fora aquilo ali não porque aquilo ali é comida nossa. Nós estamos exportando para aqueles caras”, disse Guedes. E mais:

“A China...deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido”, disse o ministro claramente acusando, sem provas, a China de ter propositadamente difundido a Covid-19.

Pra finalizar o dia, nem com a divulgação do vídeo comprometedor que pode incriminar Bolsonaro, talvez derrubá-lo, atenuou seu discurso afrontoso às instituições e leis do país. Em entrevista à Jovem Pan, ele disse que não vai entregar o celular, caso seja obrigado pela justiça.

O ex-capitão afirmou: “só se o presidente da República for um rato pra entregar o telefone. Jamais entregaria um celular numa situação dessa. Só se fosse um rato pra entregar o telefone”. O que teme?

Bolsonaro classificou o pedido do STF à PGR como “uma aberração, um ultraje, uma irresponsabilidade”.

Aguardemos os próximos capítulos.

Imagens retiradas: TV Record

Folha do MS

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