Brasil já vai à guerra: Plano Nacional de Defesa em elaboração prevê envolvimento em guerra regional

O atrelamento visceral do Brasil ao Estados Unidos começa a dar resultados positivos para o norte-americanos e sua guerra híbrida contra países fora de sua da influência internacional, Irão, Venezuela, Síria e, naturalmente, Rússia e China, que no futuro próximo ultrapassará os EUA enquanto potência econômica, e a caminho de uma paridade militar. O Plano Nacional de Defesa do atual regime é a primeira cria desse atrelamento inquestionável e ameaçador .

Os planos expansionistas nas áreas econômica e militar dos EUA fracassaram na Síria, no Irão, Coreia do Norte, Líbia, mas há uma possibilidade de êxito: a Venezuela com suas reservas petrolíferas e de ouro. A guerra híbrida para derrubar o regime de Nicolás Maduro ainda não deu resultados a exemplo da fajuta ajuda humanitária, o apoio ao títere Guaidó, sabotagens cibernéticas, bloqueios. Mas Trump precisa de uma guerra que possa vencer, e a invasão da Venezuela só não aconteceu por conta da Covid-19, que destrói a economia norte-americana por dentro.

Imagem: presidente do Brasil em ato público recentemente em Brasília

O Plano Nacional de Defesa em gestação pelas forças armadas brasileiras (segundo a mídia) e que vai ao Congresso para ratificação (não aprovação), sinaliza para o atrelamento das forças armadas brasileiras a esse plano expansionista norte-americano focado na Venezuela. Na prática destaca a possibilidade de 'tensões e crises' no continente que poderiam obrigar o Brasil a mobilizar esforços na defesa de interesses do Brasil na Amazônia e Atlântico Sul (pré-sal)".

Dois fatos: Em 2019, “Exército brasileiro designou o general Alcides Valeriano de Faria Júnior para ocupar o subcomando de interoperabilidade do Exército Sul dos EUA. Subordinado ao Comando Sul, o general de 52 anos de idade está encarregado pela área de assistência humanitária e alívio de desastres do Exército Sul norte-americano” (agência Brasil) .

"Brasileiros estão pagando para ele vir para cá e trabalhar para mim“, diz comandante norte-americano

Recentemente, ao apresentar o militar brasileiro David Almeida Alcoforado, brigadeiro do ar, ao presidente norte-americano Donald Trump, o almirante Craig Faller disse que “os brasileiros estão pagando para ele vir para cá e trabalhar para mim“. A fala foi feita em 1 evento na Flórida, em 10 de julho, sobre o trabalho contra o “narcotráfico feito pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos”. Lembrando que Trump ofereceu prêmio pela captura de Maduro, sob essa alegação de “tráfico de drogas”, uma fake news que antecede todas as guerras.

Os generais bolsonaristas estão propondo aumentar em R$ 500 bilhões o seu orçamento em dez anos. O Brasil não tem demandas territoriais, étnicas ou econômicas com seus vizinhos. Mas a justificativa para esse aumento orçamentário, 2% do PIB para o PND, que pela primeira vez em sua história, identifica possibilidades de crises e tensões, capazes de exigirem ação militar das forças armadas do Brasil.

Marinha dos EUA faz exercícios no mar do Caribe, próximo à costa venezuelana, país de mísseis de defesa S-300

Sob o atual regime, colonizado por militares, o Brasil tem se destacado em provocações à Venezuela, e até mesmo a França, país que transfere tecnologia para o nosso país na construção de submarinos, inclusive nuclear. Por conta disso, analistas arriscam a possibilidade do Brasil associar-se aos EUA numa aventura militar na Venezuela.

Imaginemos o Brasil numa conflagração militar nos próximos anos, com o país amargando as consequências econômicas, em função da destruição da nossa economia que o governo de extrema-direita opera e que já mostram mais da metade da força produtiva do Brasil sem trabalho, em 2021, a Covid-19 prosseguirá com seus efeitos bumerangues.

Não duvidemos de turbulência social previsível bo futuro bem próximo, porque esse regime não tem solução para a economia, sendo ao contrário, a razão do desastre de proporções amazônicas, abissais, que se avizinha. Causador, inclusive de problemas de Secessão futuros. Nos anos 60, chamávamos isso de condições pré-revolucionárias, mas que com a demência nacional vitoriosa, são condições pré-micarande.

O Brasil, com sua política beligerante, abrindo uma corrida armamentista na América do Sul, evidentemente que levará a Argentina a também se armar. A Venezuela, é bom lembrar, tem relativa capacidade de defesa, petróleo e apoio russo e chinês.

Imagens: site 247

wikipedia

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