Guerra híbrida: China ultrapassa Japão em alta tecnologia; Brasil segue como produtor agrícola, desd

Aplicações de sanções a um determinado país, antecedem ou coincidem com guerra comercial aberta, que prenuncia uma conflagração bélica a médio ou longo prazo. É o que ocorre entre os Estados Unidos e a China, atualmente; implicando em efeitos colaterais em países satélites – como o Brasil e Japão – que gravitam em torno das ações dos políticos da Casa Branca.

Evidente que o Brasil, em qualquer cenário futuro desta guerra híbrida entre China e Estados Unidos, sairá perdedor, não importando quem vencerá esta guerra no campo econômico ou militar – pelo simples fato de ter perdido protagonismo político, conformar-se com estagnação industrial e por perder foco na alta tecnologia e educação.

Por outro lado, em relação ao Japão, o domínio da alta tecnologia, que é fator decisivo de soberania, observando os indicadores atuais, a mídia Ocidental aponta que a China “continua a ampliar sua posição no mercado mundial de alta tecnologia, superando o Japão e reduzindo significam ente seu atraso em relação aos EUA”, relata o site Sputnik.

E, fator que não surpreende,“as empresas chinesas superaram as do Japão em telas de cristal líquidos utilizadas em celulares e em componentes isoladores essenciais para baterias de íons de lítio, que alimentam dispositivos eletrônicos”. A isso dão o nome de alta tecnologia, cuja produção depende de pesquisa, educação e qualidade de vida de um povo de maioria de classe média.

Atualmente, metade da força produtiva no Brasil está desempregada, dependendo de auxílio governamental e sem perspectiva de volta ao trabalho. E tudo sinaliza que o pior cenário se desenha para o futuro.

O domínio da alta tecnologia está logo depois da última fronteira industrial, quando países produzem máquinas e fabricam outras máquinas, e não do tipo de industrialização que o Brasil construiu, em que uma indústria de produção de cerveja é vista como top de industrialização, um setor que apenas processa a produção agrícola, adiciona água e álcool, e faz a alegria da Nação..

“O Brasil é um país que se modernizou, mas não se desenvolveu”

Esta frase era recorrente nos anos 80 e continua atual. Estamos de volta ao patamar de 1950, em que o país apenas se destacava na extração de minérios e na produção agrícola, hoje chamadas de commodities. Desde o século IXX, o Brasil marca passo na produção agrícola.Perdeu o bonde do desenvolvimento iniciado por Getúlio Vargas, que pensou num projeto e implantou um processo de industrialização, que o país parou nos anos 1980.

Qualquer cidadão de classe média pode exibir seu celular de última geração, comprado como quem adquire um brinquedo no Terceirão, mas o país se mostrou incapaz de produzir, rapidamente, máscaras de pano para o enfrentamento da Covid-19. Isso é fato.

Na guerra entre EUA e China, os analistas da cena internacional ponderam que, no caso da guerra à Huawei, pela primeira vez, esta empresa superou a Apple no mercado de celulares, aumentando sua participação até 17,6%, apesar da política dos EUA e de alguns outros países de proibir o uso de seus produtos”, revela matéria da Sputnik.

“Se há cinco anos 39% do mercado de celulares era controlado pela Samsung e Apple, agora 35% pertence a três empresas chinesas: Huawei, Xiaomi e Oppo”, e isso não tem volta, sendo apenas um dos exemplos da superação chinesa em relação ao Japão e ao Ocidente.

Em relação ao Brasil, não há comparativos. A China tornou-se vital para a economia brasileira, que seguirá dependendo desta em qualquer cenário, e como o agravante da atual política do Itamaraty de agressão à China, que ignora a postura brasileira, exatamente por ser o Brasil insignificante demais. Do ponto de vista militar é um tigre banguelo, do ponto de vista econômico um escombro industrial e que fracassou como projeto de Nação.

Opinião

Por Trás do Blog
Leitura Recomendada
Procurar por Tags
Siga "PELO MUNDO"
  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Google+ Basic Black