Quando os cafés reabrem, poucos resistem à sedução e até desafiam decretos sanitários de isolamento

Dois velhos, certamente movidos por nostalgia, retornaram ao cafezinho do Tambiá Shopping para confirmar a tese de que “o criminoso sempre volta à cena do crime”.

Não é bem o caso, porque crimes, aí ao redor desta mesa, só em pensamentos e palavras.

O que é capaz de mover dois idosos, que ainda se consideram predadores de mulheres incautas; membros do grupo de risco para a Covid-19, violarem a quarentena, e posarem com deboche para fotos sem máscaras como autênticos seguidores do tenente Messias?

Certamente a Praça da Alimentação não deve ser mais a mesma. O cafezinho até aparenta mais cavernoso. Ao redor, presumo um silêncio sepulcral. A bateria de talheres e pratos não se afinam em nenhum ritmo, porque na passarela da Praça da Alimentação, pernas e bundas de mulheres maduras ou colegiais, não fazem mais evolução, nem coreografias.

Imagem: advogado Gesiel Ataíde(E) e o historiador Waldir Porfírio, de volta ao cafezinho do Tambiá

Os ausentes na foto, até podem dar explicações variadas, mas desconfio que além da prudência, tem um quê de medo.

“Quem tem a embocadura retal intacta, tem medo”, diria o gazo de Esperança.

Não vejo um Manoel Raposo, ávido por uma garrafa de vinho, desde que não seja de origem nacional; Os Ramalho também não aparecem na foto, algo inexplicável, porque a corrida eleitoral já começou, e esta mesa funciona, não como receptora de votos, mas como depositária de informação, contrainformação, fofocas e disse-me-disse.

Percebo a falta que Chico Oliveira faz, isso desde que os capas-pretas da Justiça do Trabalho se homiziaram em Cabedelo.

E Chico Roberto, geralmente desgarrado, só aparece na alcateia quando está caçando? Poucas presas, imagino.

Santuário visitado por políticos atuantes, em evidência ou defenestrados, alguns potenciais suicidas, quase todos

denunciados, impunes absolutamente todos; reduto de assessores, causídicos, radialistas ou escribas.

Espécie de serpentário - no bom sentido - e habitat frequentado por juízes de causas possíveis e impossíveis, desembargadores aposentados, secretários, inclusive do Diabo, pastores, gente bacana convertida, outros, pervertidos; gestores, lactantes e até meliantes egressos do sistema penal pátrio.

O cafezinho me pareceu mais macambúzio, do que serelepe.

Nem a visão de seios e bundas bem desenhadas das moçoilas bonitas e atenciosas do café, parece ser mais possível.

Não deu quórum

Opinião

Por Trás do Blog
Leitura Recomendada
Procurar por Tags
Siga "PELO MUNDO"
  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Google+ Basic Black