Além de impostos e soberania: Brasil do século XXI e o 21 de Abril de 1789

João Costa


O 21 de Abril de 1789 tornou-se apenas um feriado no calendário, talvez porque a Nação, até hoje, não tenha uma compreensão correta de soberania e independência. Foi o dia em que o dentista e militar Joaquim José da Silva Xavier “ofereceu” o seu pescoço à corda da Corte Portuguesa para poupar outros da forca, numa empreitada em que queriam apenas não pagar tributos, considerados escorchantes. Veja imagens e vídeos.


Felipe Lima e Lúcia Macedo na cena de abertura de Quem Foi que Inventou o Brasil?


Esse dia 21 de Abril de 1789 tem tudo a ver com o Brasil atual: pusilanimidade, delatores, oportunistas, traidores e entreguistas – eles estão em todos os lugares: nas universidades, corporações, quartéis, instituições, igrejas, famílias e, até, no bar da esquina.


Cena da apologia ao nazismo e ao sionismo: uma das contradições do pensamento brasileiro da atualidade


Abertura da peça Quem Foi Que Inventou o Brasil? A força carnavalesca em qualquer tragédia nacional


Na peça teatral Quem Foi Que Inventou o Brasil? Encenada pela Cia Abra-te Sésamo, em 2019/20, um roteiro de uma coletânea de textos dirigido por João Costa, num momento pré-pandêmico, de pavor e incertezas, abordávamos esse espírito entreguista, vira-lata e pusilânime da Nação.


Miss América, estereótipo adequado para um país onde o presidente bate palmas para bandeira norte-americana


Ontem, um deputado federal foi condenado a 8 anos de cadeia em regime fechado. Um exemplo de desconstrução das instituições. O Daniel Silveira está hoje mais para um Joaquim Silvério dos Reis, não por delatar, mas por formar nas falanges daqueles que atentam contra a própria Nação, em defesa de princípios fascistas, postulante da aniquilação do outro como método. Situação por demais emblemática do ditos "patriotas" da atualidade.



No elenco, Lúcia Macedo, Felipe Lima, Rosângela Félix, Maria Marques e outros. Codireção de Felipe Lima e com iluminação de João Batista.