Artigo: Da impossibilidade de eleições limpas em 2022

João Costa


O juiz que prendeu o candidato favorito nas eleições de 2018 para que o adversário vencesse e depois deixou a toga e virou ministro da Justiça para em seguida arranjar emprego nos EUA na empresa beneficiada pelo fechamento da Odebrechet e outras empreiteiras pesadas do Brasil na tal Operação Lava-Jato, se apresenta, agora, como candidato presidencial em 2022.


Réplica do Touro de Bronze de Nova Iorque, a Bolsa de São Paulo instalou seu Touro de Ouro


O chefe do atual regime, que já sinalizou que se perder a reeleição não deixará o poder forma republicana surfa tranquilo no mandado que é mais que tragédia para o país, tornou-se um flagelo pelo conjunto de malefícios causados, desde à negligência em combater a Covid-19, campanhas de sabotagem contra a vacina, além de uma política econômica liberal que levou ao desemprego em massa se estrutura para a violência política em 2022.


No início do seu desgoverno notabilizou-se por incitação ao uso de armas e de sua liberação, de grande calibre e em grande quantidade – o que foi feito em grande escala de aquisição por grileiros, latifundiários, academias e milícias armadas nos centros urbanos.


Num ponto crítico do desgoverno instalado no Planalto, recordo dos motins nas Polícias Militares estimuladas, inclusive pelo ex-ministro da Justiça, agora pré-candidato, com apoio político do Judiciário, da mídia nativa e do Departamento de Estado e da embaixada dos EUA.


O chefe do regime sabe que não pode contar 100% com os generais que o cercam, declaradamente fala o dia todo, todos os dias, para a baixa oficialidade e não esconde seus propósitos.


A novidade do momento é a aprovação pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados de um Projeto de Lei que permite o porte de arma para os praças das Forças Armadas – suboficial, subtenente, sargento, cabo, soldado e marinheiro – representantes de forte extrato de fanatizados defensores de ditadura.


Esse contingente não para por aí pois a eles estão associados nas fileiras de apoio ao regime os milicianos, os posseiros, os invasores de terras, os garimpeiros ilegais; informam que até narcotraficante foragido, o tal que responde pela alcunha de “Grota”, ligado ao PCC, é favorecido com 18 autorizações para garimpar em terras invadidas, tomadas de nações indígenas.

Nos centro urbanos a poderosa coalização de igrejas evangélicas neopentecostais, legiões do Judiciário, da mídia e do empresariado dão forma à face suave do terror sob inocente denominação de “conservadores”.


Os financistas que controlam a área econômica cuidam deles mesmos a ponto de instalarem um touro de ouro nas cercanias da Bolsa de Valores de São Paulo, símbolo do deus mercado que triunfou no Brasil. No memento que a fome voltou aos lares dos brasileiros, o desemprego é galopante, e não há perspectivas de dias melhores.


Dizem que o tal touro de ouro é de fibra de vidro, logo inflamável.


Enquanto isso, a mídia nativa faz o que sempre fez: política. Basta evidenciar como as TVs abertas, os jornalões tentaram apagar a viagem o ex-presidente Lula a Europa. O que ela fará e como se comportará nas eleições de 2022?

As forças políticas que se opõem timidamente ao regime acreditam num desfecho democrático para a crise, escondem da população que as eleições de 2022 serão revestidas de letalidade.


Os que ainda ocupam postos de trabalho, os desempregados, as donas de casa - que são a alma de qualquer Nação, apenas rezam por dias melhores. Os jovens aguardam a reabertura de bares e casas de shows; eles que no memento silenciam diante das denúncias que cercam o Enem.

As minhas cartas do tarô mostram que os que governam o Brasil serão tentados a recorrer à “força superior” das armas ou à prestimosa ajuda do Judiciário para melar juridicamente as eleições de 2022 como melaram a 2018.

Quem viver verá.



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